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sexta-feira, julho 08, 2016

O MAIOR PRESENTE

As flores murcham e desvanecem.
Os bens são emoções momentâneas.
Aos simples. Beijos, abraços e palavras.
Aos irmãos. Parabéns e orações.
Aos próximos e superiores. Festas e comemorações calorosas.
Aos mestres e eruditos. Livros! Enobrecem a alma;
enaltecem o espírito.  Transportam sentimentos e emoções; 
apontam caminhos e perduram.
Mas, de todos esses, entre tantos outros. 
O maior presente é o dom da vida!
                               Prof.Me. Expedito Darcy da Silva.


terça-feira, junho 28, 2016

AVAREZA UM MAL DESNECESSÁRIO

Seja bem - vindo ao nosso Blog. Por gentileza. Conheça também:
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AVAREZA UM MAL DESNECESSÁRIO

Convido-te a gastar um tempinho do seu precioso tempo, na leitura deste texto, ainda que você não se considere um avarento, todavia, poderá lhe acrescentar alguns conhecimentos. Este texto não é só para cristãos, ou religiosos. Nosso intuito não é fazer acepção de pessoas, muito menos desrespeitar qualquer credo religioso. Tenho certeza que poderá ser-lhe muito útil, talvez para ensinar os outros, ou quem sabe possa servir a você também. Muitos pensam quer ser avarento é ser rico, bilionário, engano nosso, têm muitos cristãos, não cristãos, ateus, pobres, que são avarentos em demasia. Pior que, quem é avarento nunca sabe ou não admite ser, trata-se de uma terrível obsessão, que fica escondida em nós. Quem sabe você se conheça melhor depois de ler este artigo.
Boa leitura meus queridos (as)! Este Artigo tem um Glossário no final. Tenham um excelente dia, ou noite. Eu amo a todos em Cristo!
Muitas pessoas são apegadas ao dinheiro, outras não, mas deixam de fazer certas coisas com o seu dinheiro, às vezes necessária, só pensam em aumentar e aumentar sua renda, seu dinheiro, bens ou propriedades. Inclusive temos até agiotas disfarçados na igreja e em muitos lugares da sociedade emprestando dinheiro com altas taxas de juros, estes são os avarentos amantes do dinheiro. O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isso é vaidade. (Ec. 5:10); (JFA-RC (Pt.).
Quanto ao avarento, geralmente é apegado ao dinheiro, como um sórdido, vive sua vida mesquinha, às vezes se torna vitima do seu próprio apego ao dinheiro. Entre muitos religiosos, aqui se trata de cristãos avarentos.

Independente de qualquer religião, muitos têm enveredado por este caminho e alguns chegam sofrer privações de coisas básicas para acumular sua renda, fortuna, dinheiro, seu patrimônio e se torna rico, ou ser mais rico, sem que perceba se torna um miserável e às vezes desgraçado, como se fosse um pobre, porque o dinheiro passa ser sua melhor forma de viver na intenção de conquistar bens em cima de bens. Não estamos falando de poupar, de economizar, de fazer um seguro, uma aplicação financeira, entre outros investimentos. Normal, absolutamente normal, mas os excessos apegado ao dinheiro é uma avareza mal desnecessário.
Estamos nos referindo sobre a pessoa avarenta, que parece cega pelo dinheiro e o lucro, e o pior que ele jamais admitirá ser um avarento, mas o vemos como tal. Pobre coitado, escravo do seu próprio tesouro corruptível pela ganância, uma espécie de sórdido amor pelo dinheiro.
As Escrituras Sagrada nos advertem: “pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos. (ITm. 6:10). (NVI Br.).
Bem falamos de uma pessoa sem religião ou segmento religioso qualquer. Quanto se trata de dinheiro, a pessoa muda; olha o nosso País, a corrupção, que arruinou a nossa maior Empresa, são os avarentos, pensam que vão viver a vida toda para gastar os seus, milhões, bilhões, trilhões de reais, ou Dólares, são avarentos, pobres de alma e de espírito.
Assemelham-se ao jovem rico que foi ter com Jesus e por fim foi-se com sua riqueza sem se preocupar com sua vida eterna. Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna? 
A seguir Jesus lhe fez algumas recomendações necessárias, que ele deveria obedecer o jovem lhe respondeu prontamente”. (Mt. 19. 17-19).

Disse-lhe o jovem: A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda? 
Jesus respondeu: Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me.
Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. (Mt. 19: 16-20) (NVI (Br.).

Um jovem mesquinho, amante do seu próprio dinheiro. Rejeitou a salvação. Perdeu-se no labirinto das suas riquezas, mísero avarento, sem a vida eterna. Não precisa ser pobre para herdar o Reino dos Céus, desde que você não seja um avarento.
Podemos observar neste texto que não se podem amar duas coisas com a mesma intensidade, porque o coração não pode se apegar a dois amores simultâneos, lógico temos as exceções, mas neste caso se tratava de dinheiro o amor mesquinho apegado às riquezas daquele pobre moço, pobre porque preferiu sua riqueza a viver para Cristo.
Disse-lhe Jesus: Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro. Mt. 6:24). (NVI (Br.).
Não significa que os ricos não têm direito a salvação, tem sim! Mas, é por demais difícil um rico entrar no Reino dos Céus, porque a avareza já tomou conta do seu coração e por isso não pode abrir mãos do seu orgulho mesquinho, pobre, vejamos o que diz as Escrituras Sagradas, inclusive falando ainda do jovem rico:
Então Jesus disse aos discípulos: Digo-lhes a verdade: Dificilmente um rico entrará no Reino dos céus.  E lhes digo ainda: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus. (Mt. 19: 23,24) (NVI (Br.).
Pessoas que se entregaram as riquezas arriscando perder suas vidas para não viverem a eternidade com Cristo. Olha o apego dos homens ao dinheiro, como alguns ricos que se consolam por ter de sobra, além do necessário para sua sobrevivência. 
Mas ai de vós, ricos! Porque já tendes a vossa consolação. (Lc. 6:24) (JFA-RC (Pt.).

Dou graças a Deus pelos ricos que empregam e muitos ajudam os pobres, que Deus abençoe aqueles que têm suas riquezas para ajudar seu próximo, mas isto não lhes garante a salvação eterna. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. (Ef. 2:8, 9) (JFA-RC (Pt.).
Quantos alguns cristãos que professam sua fé em Cristo se dizem fiéis ao seu Senhor, Cristo. Pregam que devemos ser fiéis em tudo, mas são como os fariseus, eram religiosos, cuidadosos em extremo, mas só tinham religiosidade, como estes cristãos que só andam com a máscara da sinceridade, da falsidade, mas no fundo dos seus corações, são pobres avarentos e se julgam salvos envolvidos na mentira. Digo só os avarentos.
No momento de adorar ao Senhor Jesus, cantam hipocritamente alguns Hinos, ente eles o Hino cinco da Harpa Cristã. Que tem por título Ó DESCE FOGO SANTO (CPAD).
Não se dão conta de que cantam com tanta hipocrisia (HIPOCRISIA: Afetação duma virtude, dum sentimento louvável que não se tem. Impostura, fingimento, simulação, falsidade. Falsa devoção).
Agora medita na letra do Hino da Harpa Cristã cinco e observa quanta hipocrisia aos cantá-lo. Você é Dizimista? Não! E canta este trecho do Hino? Alguns cantam no Coral, em fim cantam, cantam hipocritamente, como se fosse uma letra qualquer.
Diz um trecho deste Hino cinco bem assim: ...Eu tudo a Deus CONSAGRO a Cristo vivo altar... Infelizmente posso afirmar com toda responsabilidade diante de Deus, você canta hipocritamente, porque não cumpre o mínimo o básico de consagração ao Senhor.
Entre muitas coisas me refiro ao Dízimo. Desculpas para não CONSAGRAR o Dízimo ao Senhor têm muitas, não quero nem entrar em questão, porque em outra postagem escreveremos detalhadamente sobre esta questão dos Dízimos, que a fizeram tão polêmica, porém, não sabem e nem pretendem saber dos benefícios que Deus nos dá além do que já nos tem dado, ao Consagrar nossos Dízimos ao Senhor Deus Todo Poderoso.
A avareza na vida de um cristão convicto é desagradável porque deixa de fazer um benefício a si próprio, ao consagrar seus Dízimos a Cristo. Isto é apego ao dinheiro, isto te faz mal.
Quanto ao cantar o Hino hipocritamente, digo isto porque a letra de um Hino Sacro é consagrado ao Senhor Jesus, se não fosse este Hino seria uma letra, comum, vulgar e profana, como certas músicas que não dizem respeito e nem são consagradas a Deus como letra divina inspirado pelo nosso Espírito Santo, deveríamos cantar reverenciando a Deus tão somente.
Quero dizer que particularmente não tenho nada contra qualquer estilo de música, inclusive estou me preparando para ser um músico. Fiz apenas uma analogia sobre um hino cantado como sagrado e não condiz com certas pessoas que cantam hipocritamente, ou até mesmo sem saber o que estão cantando. Oh! Meu povo medite na letra do Hino antes de cantá-lo para que não sejas hipócrita, mesmo que seja involuntariamente. Falamos do mínimo de consagração ao Senhor que são os Dízimos, imaginem as outras coisas que não consagramos também.
Ao cantar este Hino sem levar em conta a unção de Deus, você está cometendo um grande erro e Deus levará em conta. Veja o que diz o texto bíblico abaixo, tanto faz falar ou cantar.
Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa (Ocioso: Supérfluo, desnecessário, inútil) que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado. (Mateus 12: 36, 37). (JFA- RC (Pt.).
Mateus no texto a cima citou Jesus num de seus discursos, o Senhor Jesus estava se referindo a um grupo de religiosos da época (escribas e fariseus e a multidão) que eram contrários aos seus ensinamentos. Agora pensa bem se aos religiosos, Cristo dirigiu estas palavras. E quanto a nós que somos seus servos, que além de cantarmos hipocritamente ainda dizemos uma infinidade de palavras ociosas, bem como uma infinidade de Hinos da Harpa Cristã, ou de muitos outros hinários das diversas Denominações, que alguns são praticamente expressões de confissões, louvor, adoração, gratidão... Cristo. Pense bem nisto? Que Deus tenha misericórdia de nós, neste labirinto de hipocrisia!
“As palavras improdutivas são a causa do nosso sofrimento. Sem notar, nós nos temos cercado de ondas negativas, por não estarmos usando de modo correto a nossa boca”. (R. R. SOARES).
Meus caros irmãos em Cristo pensem bem antes de se dirigir a Deus qualquer palavra e ao nosso próximo.
Não quero dizer, que estamos cantando palavras inúteis, pelo contrário são palavras inspiradas por Deus, porém, se cantada com hipocrisia à letra se torna inútil do ponto de vista espiritual, porque as cantamos de forma meramente fria e sem sentido de consagração ao Senhor.
Principalmente se você é um avarento e retém a consagração dos Dízimos e ofertas ao Senhor nosso Deus Todo Poderoso. Reiterando o trecho do Hino. ...Eu tudo a Deus CONSAGRO a Cristo vivo altar... (Me perdoem, mas quero-vos dizer que desabei em choro por esta confissão consagrada a Deus, quanta profundidade nestas sagradas letras. Porém alguns a cantam sem a mínima reflexão). Ouça-o!Tenho certeza que você vai pensar muito antes de cantar. A não ser que cantes e faça o seu mínimo ao Senhor.
Para que não se sintam persuadidos por estas palavras de exortação. Digo que não sou pastor e nem dirigente de qualquer segmento religioso formal. Como muitos que também só pensam em riquezas são estes os piores avarentos. Cuidado! Pois são lobos em pele de ovelhas!
Porém me sinto consagrado ao nosso Senhor Jesus Cristo, como um pastor de ruas, porque os púlpitos das ruas e das praças estão vazios. A minha igreja querida é a igreja informal da rua, onde prego o Evangelho, escuto, oro e aconselho as pessoas. Pela graça de Deus e se for da vontade d´Ele, enquanto viver pretendo interceder por elas junto ao nosso Senhor Jesus Cristo. Quanto a minha igreja formal, congrego normalmente. E tenho muito amor e zelo por ela e aos meus pastores e irmãos.
Deus abençoe sua vida, sua família, seu casamento, sua vida financeira, material, sentimental e espiritual. São os desejos do meu coração os meus queridos leitores que têm acompanhado minhas postagens. Deus vos abençoe poderosamente em tudo que forem realizar. Amém!

Glossário
Vaidade: Qualidade do que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro.
Desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens.
V. vanglória.
Presunção, fatuidade
Coisa fútil ou insignificante; frivolidade, futilidade, tolice.
Avareza: Excessivo e sórdido apego ao dinheiro; esganação (avareza).
Falta de generosidade; mesquinhez. Fig. Ciúme, zelo.
Sórdido: Miserável, mesquinho (O homem sórdido ama o dinheiro, mas não ama a vida). 
Fig. Próprio de quem é sórdido; miserável, desgraçado, mesquinho:

Mesquinho: Privado do necessário (Falto, desprovido, carecido, carente); pobre, mísero.
Insignificante, parco, ridículo: ordenado mesquinho.
Insignificante, apagado, irrelevante: “com seu triste e mesquinho aspecto, vivia Vicentina sempre afastada, medrosa” (José Veríssimo, Cenas da Vida Amazônica, p. 251).
Não generoso; que não gosta de dar. V. avaro (1).
Pouco desenvolvido; acanhado: figura mesquinha.
Pobre, escasso.
Desditoso, infeliz: mesquinho ser, batido pela vida; sorte mesquinha.
Baixo, reles, sórdido: política mesquinha.
Medíocre, ordinário, vulgar: vida mesquinha.
Débil, fraco:
CONSAGRAR: Tornar sagrado.
Dedicar, ou oferecer a Deus, ou aos santos, por culto ou voto.
Fazer a consagração, de; exaltar:
Dedicar-se; dar-se:
FERREIRA, AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA. Novo Dicionário Eletrônico: Aurélio Versão 6.0, 4 ed, Positivo: Paraná, 2009).

terça-feira, junho 14, 2016

PSICOLOGIA DOS HOMENS E DAS MULHRERES

Psicologia/para refletir
A discussão sobre a diferenciação entre os homens e as mulheres, formulada por Rank, que afirma serem distintas as respectivas psicologias básicas. A força do homem reside em seu poder criador, a da mulher no sexo.
Desde que o sexo significa, para o homem, mortalidade, ele teme-o, tanto em si mesmo como na mulher. Ela, pelo contrário, aceita o sexo e encontra a imortalidade na procriação sexual, um prolongamento do eu biológico, ao passo teme a vontade do homem. No intuito de alcançar suas finalidades sobrenaturais, o homem masculinizou o mundo, incluindo a mulher, a quem impõe uma ideologia masculina, sendo ela quem ainda preserva os elementos “irracionais” da natureza humana.
O homem jamais aceitou o fato de ser mortal, isto é, “nunca se aceitou a si mesmo”. Resulta daí que a psicologia é uma “negação de sua origem mortal e uma necessidade subsequente de se modificar, para descobrir seu eu real, que o homem racionaliza como sendo independente do da mulher”. A mulher, porém, aceitou seu eu básico, ou seja, a maternidade, ao passo que, tendo aceitado a ideologia masculina, necessita, portanto, de uma constante garantia de que é aceitável para o homem, garantia essa que ele só poderá obter mediante uma vida moldada pelos ideais e padrões masculinos.
Simultaneamente, ela esconde sua própria psicologia, em parte como arma contra o homem, que ela necessita como refúgio de seu escravizado eu, em parte porque sua própria psicologia constitui um segredo também para ela.
A mulher, por força de sua estrutura biológica, é fundamentalmente conservadora. O homem, por outro lado, guiado por sua necessidade mais egoísta de preservação do próprio ego, luta pelo controle da criação.
Assim, a questão de igualdade dos homens e mulheres está erroneamente concebida, pois a única igualdade é o direito igual “de todo indivíduo a ser e a tornar-se nele próprio, o que realmente significa aceitar sua própria diferença e vê-la aceita pelos demais”.
Quanto à perpetuação da espécie sempre foi instintivo uma preocupação masculina de autopreservação da sua existência, Rank considera a luta pela autopreservação, uma espécie de perpetuação de ordem espiritual, como elemento fundamental da humanidade. O homem teme a destruição final, não tanto a morte natural, visto que, na crença de muitos povos, a lama continua vivendo para além da morte.
O que ele receia é a destruição de seu eu espiritual. A sobrevivência racial nos próprios filhos e sua descendência não é o bastante; é não pessoal e limitada pela morte. A humanidade almeja uma espécie de eterna sobrevivência espiritual. Por Otto Rank.

Viver não é necessário. Necessário é criar.

                                                  Fernando Pessoa

terça-feira, junho 07, 2016

O ESPÍRITO SANTO E O EVANGELIZAÇÃO

O Senhor Jesus Cristo disse que, quando o Espírito Santo viesse sobre os Seus discípulos, eles seriam testemunhas dEle. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. (At. 1: 8).
O Senhor Jesus também no Evangelho segundo (João: 20, 21, 22). “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”.
Podemos notar claramente a relação e a recepção do Espírito Santo e o testemunho de Cristo.
Portanto, todo aquele que por fé em Cristo, recebe o dom do Espírito Santo, também há de buscar os perdidos e explicar-lhes como serem salvos.
Por que Evangelizar?
Um dos motivos principais para nos ocuparmos com a evangelização entre outras atividades é a glória de Deus. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus”. (ICo. 10: 31).
Também por ter sido ordenado pelo Senhor Jesus Cristo. Portanto, (logo, imediatamente) ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado;” (Mt. 28: 19, 20b). Também como gratidão pela nossa salvação.
Três Maneiras de Evangelizar as Pessoas
Pessoalmente: Quando saímos para evangelizar às vezes nos deparamos com pessoas, algumas com muito conhecimento, neste caso precisamos estar preparados, com oração e com a Palavra. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga: mas quando Priscila e Áquila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus”. (At. 18: 26).
Publicamente e de Casa em Casa: No evangelismo público e de casa em casa precisamos fazer de duas maneiras: Primeiro anunciar, segundo ensinar em público e nas casas.
Evangelizar Constantemente: Estar em sintonia constante com Deus em oração e meditação na Palavra. à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso”: (ICo. 1: 2).

O crente evangelista precisa ter sua particularidade com Deus. Para isso é preciso também estar preparado na Palavra. “Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. (IITm. 2:15).

terça-feira, maio 31, 2016

O CONSELHO DE JETRO

A solução está na Liderança!

Êxodo 18:13-27

 “Lideres seguros delegam poder aos outros”. John Maxuel.
A exuberância dos novos templos e catedrais, e a ascensão de grandes liderem evangélicos espalhados pelo mundo atraem a imprensa para diversas reportagens e muitos comentários.
As grandes catedrais evangélicas do Brasil e do exterior foram destaque em matéria da Revista Veja edição 2037, salientando a capacidade que os pastores têm de irromper dos bastidores e dar espetáculo nos púlpitos.
Fatos que provocaram muitos comentários e euforia, também no meio evangélico.
O povo que foi considerado “um povinho” se tornou a grande nação evangélica, a igrejinha se transformou em catedrais esplendorosas, os pastores se destacam como grandes lideres do cenário nacional, e a igreja sobe todos os degraus, alcança todos os patamares, atinge todas as metas e prossegue . . .
Bem, prossegue com dois lados de uma mesma moeda.
A igreja é uma instituição divina comprometida coma a salvação.
A missão dela é de pregar a mensagem do Evangelho, resgatar almas, e prepará-las para a vida eterna.
É um aprisco onde o pastor precisa conhecer as ovelhas, abraçá-las, sarar suas feridas, conduzi-las aos pastos verdejantes e alimentá-las: “O bom pastor conhece as suas ovelhas e delas é conhecido”.
Será que neste âmbito, também, a igreja cresce cumprindo o seu papel?
O pastor que abraçava todas as ovelhas quando elas eram somente algumas dezenas no templo não consegue abraçá-las quando estas se multiplicam e se tornam centenas e milhares.
O volume de responsabilidades, tarefas, reuniões, gravações de programas e entrevistas solapa enorme parte do seu tempo, as preocupações com os sermões e preleções, outra parte.
Daí, os primeiros problemas: As ovelhas podem ficar sem orientação, não conseguir distinguir aspectos básicos da vida cristã e deixar de executar tarefas vitais no crescimento espiritual.
Subentender-se-ia, então, que a igreja cumpriria o seu papel e o pastor as suas funções se esta se resumisse a um pequeno numero de fieis. Não!
Esta não seria uma afirmativa verdadeira, até porque uma das tarefas da igreja é a evangelização, e esta tarefa é realizada exatamente para promover o seu crescimento, o que a tornará cada vez maior.
Jetro, o sogro de Moises, trás o referencial de solução excelente desses problemas.
“A prioridade de um grande líder deve ser formar outros lideres e o potencial de uma organização depende do aperfeiçoamento das lideranças”.
Sabemos que são muitas as implicações e que as coisas não acontecem facilmente, mas com muita luta e trabalho.
A principio, um grande líder precisa formar uma boa equipe de trabalho com pessoas competentes que expresse a sua visão e compromisso com a verdade.
O presidente americano Theodor Roosevelt disse: “O melhor executivo é aquele que tem a percepção suficiente para escolher homens competentes que façam o que ele quer que se faça, e autodomínio suficiente para não intrometer no trabalho deles”.
O pastor Maxwel escreveu: “A capacidade que as pessoas têm de realizar é determinada pela capacidade que o seu líder tem de lhes delegar poder”. E ainda no mesmo livro Maxwel apresenta dados que ele realizou: Somente 10% das pessoas se tornam lideres por talento natural, apenas 5% por circunstancia de crise e 85% são lideres formados e influenciados por outros lideres.
Para formar lideres é preciso liderara-los, é preciso transmitir a visão, conceitos e valores espirituais porque é com este conteúdo que eles irão liderar outros.
É preciso carisma e graça divina, porque com estas virtudes eles irão inspirar a paixão que o evangelho requer de todos, pois é preciso verdade para confrontar com a realidade e impedir a mistura da igreja com a vida mundana.

O grande legado que Moisés herdou de Jetro foi à arte de formar líderes.
Não seria esta a solução para que nossas igrejas cresçam cumprindo o papel de igreja no contexto emergente? (
Pr. Humberto Freire).







terça-feira, maio 24, 2016

CRESCIMENTO CRÍTICO DAS IGREJAS


Estamos vivendo um período muito ruim, quanto ao crescimento de igrejas. Não estamos contando com as igrejas que promovem todos os tipos de heresias para se manter no poder às custas de fortunas, para pagar os caríssimos programas televisivos e o restante se aplica na vida pessoal. Mas quanto ao crescimento do Corpo de Cristo, ainda estamos deixando a desejar.
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; (Mt. 28:19).
E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. (At. 2: 42, 46,47).
Introdução                                                      
Estamos vivendo um momento muito critico quanto ao crescimento da igreja. Lembrando que não se trata de uma única igreja, específica, mas no geral todas as denominações estão caminhando a passos lentos quanto ao seu crescimento, tanto físico, intelectual, cultural, e espiritual.
Logicamente estamos muito distante dos acontecimentos de Jerusalém, e quanto ao que Cristo disse sobre a Grande Comissão para a igreja ir, também estamos, até de certa forma indo, mas a passos muito lentos. Falta-nos a visão paralela com a Igreja de Jerusalém e também precisamos atentar mais para o que Jesus disse em Mateus 28:19.
Conscientização e ação coletiva.
A final, de quem é a culpa, quanto à gestão de talentos? Do pastor, dos obreiros, da igreja? Para falar a verdade, de todos nós, porque primeiramente já fomos convocados individualmente pelo Senhor Jesus para o IDE, por isto a culpa pelo mau desempenho da igreja, quanto ao seu crescimento é de todos nós.
Não precisamos ser mandados a fazer o que já deveríamos ter feito com mais empenho. Temos que ir ao campo, porque esta ordem já nos foi dado por Cristo. Mas por onde começar? Repensando nossa liturgia como igreja e acrescentar mais ânimo missionário, envolvendo mais os que estiverem dispostos a trabalhar.
Primeiro, temos que ter bons planejamentos, uma boa equipe ou um grupo bem estruturado, com um bom líder, dinâmico e prático. Pode ser o pastor, desde que tenha disponibilidade para os trabalhos, ou um obreiro de sua confiança, desde que seja capacitado para este grande trabalho, mas acima de tudo deve ser um bom Evangelista.
Também é necessário como requisito essencial, que o líder seja muito dedicado e com amor pelas almas, homem de oração e com comprometimento com Deus e com sua Palavra, sem querer de forma alguma visar benefícios próprios.
Portanto, é preciso também, que a equipe tenha um bom curso teórico e prático, (treinamento dinâmico), com uma estrutura bem elaborada, seguida a risca sempre. Também é preciso haver plena harmonia entre os integrantes da equipe, ou grupo de trabalho missionário. O líder precisa ser humilde, carismático, comunicador, com sangue de um verdadeiro Evangelista. Estas são algumas das virtudes entre tantas, para se trabalhar em equipe e também para se adentrar nos lares ou qualquer lugar público, ou privado. O treinamento para tudo isto deve ser umas das prioridades.
Não adianta vivermos das sombras e das glórias saudosistas do passado, agora é o presente que nos importa, se olharmos muito para as nossas histórias do passado, veremos o quanto falhamos, com tanto tempo como igreja do Senhor, isto é, já deveríamos ser dezenas delas, mas paramos em nossa velha construção.
Perguntas para reflexão:
1.      Qual deveria ser a prioridade para o crescimento de igrejas?
2.      O modelo atual de liturgia está correspondendo com a verdadeira necessidade da igreja, quanto ao seu crescimento?
3.      Qual é a nossa visão hoje para que a igreja cresça?
4.      Onde se gasta mais recursos financeiros, em relação ao crescimento da igreja?
1. Qual deveria ser a prioridade para o crescimento da igreja?
Tratando-se de prioridade, o departamento mais importante para o crescimento da igreja é a conscientização para uma Teologia Prática, quanto as Missões também Práticas. Não adianta vivermos somente no apoio de oração e financeiro, se nós mesmos não nos dispusermos a ir também.
Hoje é visível o orgulho pelo missionário enviado, também vejo assim, mas a alegria maior é ir também como ele, ou enviar alguém como ele e sustentá-lo, como nosso enviado, isto seria motivo de nossa realização independente de quaisquer circunstancias.
Sugestões práticas:
a)      Primeiro ao levarmos o novo convertido ao discipulado, deveríamos fazê-lo com vistas ao trabalho missionário, isto deveria ser acrescentado com mais ênfase junto às doutrinas que lhes são oferecidas.
b)      O papel primordial da igreja deveria ser o de treinar o obreiro, ainda que não seja um obreiro qualificado (consagrado) para o trabalho é preciso exercitá-lo para o trabalho missionário. Levá-lo a pratica, até mesmo antes de consagrá-lo ao Santo Ministério. Porque depois de consagrado vai ser difícil ensiná-lo.
c)      Ensina-se quase tudo no discipulado, mas quanto ao ensino missionário estamos deixando a desejar, esta culpa se dá pelo currículo ao que se submete o novo convertido. Entre as prioridades de ensiná-lo, a missão deveria ocupar um bom, ou porque não dizer um grande espaço no seu ensinamento e treinamento prático. Cristo se preocupou primeiro em convocar, treinar para depois enviar.
d)     No calor da nova conversão o novo convertido, sua recém-conversão a Cristo, é um dos melhores momentos para inculcar lhe a consciência missionária. Ele está disposto a fazer tudo pelo amor ao Senhor, como algo prazeroso, isto é representado pelo seu ardor ao falar de Cristo para seus parentes e amigos. Mas este calor logo passará e se ele não for bem ensinado, treinado, bem exercitado no trabalho missionário, com certeza, será mais um dos muitos obreiros sem ânimo para o trabalho missionário, ou seja, vai ser mais um como muitos, um excelente obreiro interno, mas um obreiro sem muitos requisitos para o trabalho no campo. Ele se tornou muito doméstico, agora para sair, ir é mais difícil.
2. O modelo atual de liturgia está correspondendo com a verdadeira necessidade da igreja, quanto ao seu crescimento?
Não! Primeiro, estamos mais envolvidos com diversos afazeres e deixamos o que é prioridade, as missões. Nossa liturgia está muito aquém de ser uma liturgia completa. Por assim dizer, justificamos o baixo trabalho na área missionária, o que estamos esperando? Se analisarmos o papel da igreja, logo perceberemos a nossa deficiência. Não podemos estar atrelado aos que não têm visão missionária, ou aos quem tem visão curta. Cabe a nós irmos à frente, sem precisar que nos mande, ou esperar que sejamos enviados por um grupo, ou qualquer entidade. O mandamento do IDE já nos foi dado! Cada igreja deve sim prestar contas, relatórios de tudo ao que está subordinada, seja quem for, mas o relatório de missões este sim, primeiramente se presta contas a Deus.
3. Qual é a nossa visão hoje para que a igreja cresça?
Absolutamente é difícil responder esta pergunta, pois engloba muitas coisas. Dizer o que é preciso, pode ofender os que não estão com as vistas boas para as missões.
Nossa visão hoje é mais parasitaria do que podemos imaginar. Colamos cartazes nas paredes, divulgamos mais o missionário enviado, do que as nossas atividades missionárias. Valorizar o missionário no campo é imprescindível, mas o nosso dever é fazer o que ele está fazendo, irmos ao campo também. Sem deixar é claro de apoiar o que está trabalhando no campo missionário. Com certeza ele precisa sim de nosso apoio. Mas a nossa atitude também é de conscientizar a igreja a fazer o mesmo.
4. Onde se gasta mais recursos financeiros, em relação ao crescimento da igreja?
Em muitos departamentos, mas infelizmente com as missões são mínimas, dizem que se gasta mais com Coca Cola e com recarga de celular..., do que com missões. Algumas observações a serem consideradas: Olhando para a igreja pelo seu tempo de existência, pela quantidade de Obreiros missionários, pelo gasto da igreja com missões, pelo seu quadro de missionários enviados, no Brasil e fora dele, nas missões em cidades vizinhas, em pontos de pregação, em grupos evangelísticos, nas aberturas de igrejas afiliadas. Se tivermos uma boa liderança acima de nós para o comprometimento missionário, na aplicação financeira, com certeza colheremos muitos frutos. Quanto a estas observações, devem-se observar também todos estes requisitos para os mesmos, que nos ditam as regras missionárias. Estes itens acima também deveriam entre outros tantos, receber mais atenção e investimentos financeiros, para expandirmos nossa missão, com bons instrumentos e acessórios para fortalecer nosso trabalho no campo.
Conclusão
Portanto, missão não se faz somente com boas intenções, mas, com boas ações, com as mãos na obra. Estamos em 2016 e a igreja ainda não evangelizou metade do mundo, se olharmos para nós o tempo da nossa existência, individual e coletiva, também veremos que não crescemos a metade do que deveríamos ter crescido.

Nossos rumos hoje como igrejas são vários, mas para muitos de nós o caminho missionário está sendo pouco percorrido. Todos os planejamentos da igreja são de extrema importância, mas se o programa de missões for fraco todos os projetos se enfraquecerão com certeza! É hora de repensarmos a nossa vida como igreja missionária. Está na hora de orar e planejar mais e fazer o que já deveríamos ter feito. 

quinta-feira, maio 19, 2016

AS ORIGENS DO PENTECOSTALISMO MODERNO E O SINAL DA GLOSSOLALIA.

A riqueza do Pentecostes sempre foi algo de admiração pelos judeus e também pelos judeus cristãos convertidos no início da Igreja em Jerusalém. O acontecimento em Jerusalém no dia da Festa de Pentecostes foi um evento rico em realidade e simbologia. Em (Lv. 23:9-11; At. 2: 1-13), oferecia-se os primeiros frutos da lavoura como oferta movida ao Senhor. Com a descida do Espírito Santo na Festa de Pentecostes em Jerusalém marcou a fundação da Igreja Cristã Apostólica. Convém ressaltar, que, essa Festa de Pentecostes era realizada somente entre os judeus do Antigo Testamento, cf. (Dt. 16: 9,10); (Êx. 23: 16; Lv. 23: 9 -11). E também em o Novo Testamento que ficou conhecido no Dia de Pentecostes. (Atos. 2).
Muitas pessoas, entre elas a maioria pentecostais e carismáticos têm interpretado erroneamente esse texto de (At. 2:1-13), relacionando-o ao pentecostalismo atual. O Pentecostalismo Moderno está inserido em outro contexto muito distante da Festa do Pentecostes em Jerusalém, na qual foi derramado o Espírito Santo sobre os Apóstolos judeus e inúmeras pessoas presentes no Cenáculo, dando início a Igreja Cristã (apostólica judaica).
Trask; Womack comenta sobre o dia de Pentecostes em Jerusalém.
O dia de pentecostes (cerca de 30 d.C) mudou o mundo, pois representou o nascimento da Igreja. Naquele dia, milhares de judeus religiosos de todo o Império Romano estavam em Jerusalém para celebrar a Festa da Colheita, de acordo com a lei. Nos tempos antigos, “o dia das primícias”, como era chamado, era uma festa de agricultores na época da colheita. (TRASK; WOMACK, 1997, p. 84, 85). (Grifo meu).
Houve muitos focos de avivamentos originados pelo Espírito Santo, mas não se concretizou como marco de fundação do pentecostalismo. Provavelmente o mais importante precursor imediato do pentecostalismo tenha sido o movimento de santidade que emergiu do coração do metodismo do século XVII. “A história do pentecostalismo, numa visão moderna da palavra, partiu da “escola bíblica de Charles Fox Parham, em Topeka, Kansas, em 1901””. Em relação aos questionamentos sobre sua época exata em que “Parham começou a dar ênfase ao dom de línguas”, nesse ponto há uma concordância entre os historiadores, que o movimento tenha iniciado no ano de 1901, quando se iniciava o século XX. No auge da reviravolta em que o movimento pentecostal ganhava força partiu de Parham a ideia de que as línguas estranhas eram “evidência bíblica” (confirmação) do batismo no Espírito Santo. (SYNAN, 2009, p. 18). Parham estava equivocado porque a língua estranha não é nunca foi e nunca será a evidência do batismo com o Espírito Santo e sim um dos dons do Espírito Santo. Conhecido também como uma forma de sinal “De sorte que as línguas são um sinal,...” (ICo. 14: 22). Mesmo com todo esforço de Parham, não foi a partir da sua escola bíblica e nem dele que se concretizou as origens do Pentecostalismo Moderno no início do século XX.
Conforme o comentário do pastor Cull (2010, p.1) “Seymour ficou em oração, aumentando seu tempo diário de oração de cinco para sete horas por dia, pedindo que Deus lhe desse aquilo que Parham pregou. “Em uma noite, 9 de abril de 1906, o poder do Espírito Santo caiu na reunião de oração na Rua Bonnie Brae, 214, em Los Angeles e a maioria das pessoas receberam o dom (sinal) da glossolalia, entre essas pessoas estava Jennie Moore, que mais tarde se casou com William J. Seymour”. O local indicado como marco principal na história do Pentecostalismo Moderno foi realizado num lugar simples e sem cerimônias. O lugar era uma Igreja Metodista Episcopal, que após um incêndio estava sendo usada como estábulo e depósito. Seymour e alguns irmãos, “Depois de tirar os escombros, e construir um púlpito de duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto foi realizado na Rua Azusa no dia 14 de abril de 1906, 312, Los Angeles, EUA”. (Grifo meu).

“Outro peregrino da Rua Azusa foi William H. Durham, de Chicago. Depois de receber o dom de línguas em 1907, retornou à sua cidade e conduziu milhares de norte-americanos do Meio-Oeste e canadenses ao movimento pentecostal”. Durham criou “Sua teologia da “Obra consumada”, que versa sobre a santificação progressiva, começou a ser proclamada em 1910 e influenciou a formação das Assembleias de Deus, em 1914”. (SYNAN, 2009, p. 20). (Dissertação de Mestrado Prof. Expedito D. da Silva).

terça-feira, maio 10, 2016

A FIDELIDADE DOS OBREIROS DO SENHOR

   
A fidelidade de um Obreiro está intimamente ligada primeiramente a Deus, a esposa filhos ao seu trabalho e por fim ao seu Ministério, suas atividades, pastor, obreiros e a igreja.  

Fidelidade: [Do lat. fidelitate.]

Qualidade de fiel; lealdade. Constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos; perseverança. 
Observância rigorosa da verdade; exatidão.


Texto Áureo: “Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, afim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação”.  


Verdade Prática: Os obreiros do Senhor devem estar conscientes quanto à sua responsabilidade no santo ministério.
Expressão de admiração, aprovação, louvor, etc.: Discurso em louvor de alguém; encômio.
Um elogio sincero não exclui a crítica.
Elogio de corpo presente. Elogio feito em presença do elogiado.
Elogio fúnebre. Aquele que se faz em honra de um morto.
“Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”.  (Mt. 25: 21).

Leitura Bíblica em Classe: Filipenses 2:19-29.

Elogio de Timóteo e Epafrodito, os mensageiros de Paulo junto aos filipenses.

19- E espero, no Senhor Jesus, que em breve vos mandarei Timóteo, para que também eu esteja de bom ânimo, sabendo dos vossos negócios.
20- Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado;
21- porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus.
22- Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai.
23- De sorte que espero enviá-lo a vós logo que tenha provido a meus negócios.
24- Mas confio no Senhor que também eu mesmo, em breve, irei ter convosco.
25- Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades;
26- porquanto tinha muitas saudades de vós todos e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente.
27- E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus se apiedou dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza.
28- Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza.  29- Recebei-o, pois, no Senhor, com todo o gozo, e tende-o em honra:
Motivo da Doença Epafrodito.
30- porque, pela obra de Cristo, chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida, para suprir para comigo a falta do vosso serviço.
INTRODUÇÃO
Devido a sua prisão, Paulo estava preocupado com a situação da igreja de Filipos, quanto a sua unidade e a sua comunhão. Paulo chega dizer que se preciso fosse daria a sua própria vida em sacrifício pelos irmãos filipenses.
17. “E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós”. (Fp. 2: 17).
Na impossibilidade de estar entre os irmãos, Paulo resolve mandar os melhores obreiros, homens santos e fiéis com a mesma intenção e amor de Paulo. Timóteo e Epafrodito.
Timóteo 22. O caráter provado de Timóteo (dokimê, "aprovação obtida por meio de teste") era bem conhecido dos filipenses, porque eles já o tinham observado (Atos 16:1- 4) quando serviu a Paulo como Filho ao pai, no (interesse do) evangelho. Timóteo chegaria depois a ser cooperador especial de Paulo. Saúdam-vos Timóteo, meu cooperador (...). (Rm 16.21).
Epafrodito Obreiro incansável ainda doente dedicou-se a igreja de tal maneira, que quase lhe custou a sua própria vida. (Fp. 2: 30).
I - PREOCUPAÇÃO DE PAULO COM A IGREJA
1. Paulo, um líder comprometido com o pastorado.
Conforme o vr. 19 - “E espero, no Senhor Jesus, que em breve vos mandarei Timóteo, para que também eu esteja de bom ânimo, sabendo dos vossos negócios”.
Entendemos que Paulo estava ansioso por saber como estavam os irmãos filipenses. Paulo já havia demonstrado sua preocupação também em relação aos lobos desagregadores de ovelhas. 29 - “Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho”. (At. 20: 29).
2. Paulo, o mentor (mestre, conselheiro) de novos obreiros.
Conforme havíamos dito Paulo conta com dois obreiros espaciais e de confiança para trabalhar com os irmãos filipenses. Comentamos sobre Timóteo e agora Epafrodito era um cooperador de confiança de Paulo por que dava testemunho de lealdade com a sua própria vida pela causa do Evangelho.
Paulo ainda destaca a integridade desses dois servos de Deus contra a avareza dos falsos obreiros. 21- “porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus”.
Por volta do ano 300 D. C., o Imperador romano por nome de Constantino, viu no Cristianismo a possibilidade de sua ascensão e misturou a igreja com o imperialismo político de Roma. Constantino visou primeiramente seus próprios interesses. A Fidelidade de Constantino não estava na obra do Senhor.
Onde estão os nossos sinceros interesses como fiéis obreiros do Senhor? Epafrodito deu sua resposta com a sua própria vida, que quase a perdeu pelo zelo a obra do Senhor.
3 - Paulo, um líder que amava a igreja.
A preocupação e a ação de Paulo pela igreja dos filipenses demonstravam o seu amor por ela. Segundo Elienai Cabral o amor de Paulo, não era uma relação comercial, pois o apóstolo não tratava a igreja como um negócio.
A ética me dá o direito de falar, contudo, falo pelo zelo a igreja e não sobre os interesses de alguns obreiros, que estão sendo aliciados (seduzidos) com promessas de cargos e salários, saem da igreja como cooperadores e após a reunião como o presidente tornam-se pastores assalariados.
Obreiros fiéis do Senhor ouçam o que está escrito em Mt. 25: 21 “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”. 
Elienai Cabral comenta que: Precisamos de obreiros que amem a Igreja do Senhor, constituída de pessoas necessitadas, carentes, que desejam serem amadas pelos seus pastores.
Observemos o conselho de Paulo a Timóteo: 1. “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. 2. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”. (IITm. 2: 1,2)

II. O ENVIO DE TIMÓTEO À FILIPOS (Fp. 2. 19-24)
1. Paulo dá testemunho por Timóteo
O envio de Timóteo à Filipos tinha a finalidade de fortalecer a liderança local e consequentemente todo o corpo de Cristo.
O objetivo de Paulo era tomar conhecimento a respeito da fé dos irmãos, que exemplo de pastor preocupado com o rebanho do Senhor.
Ao enviar Timóteo Paulo sabia que estava enviando um obreiro leal a Cristo e a ele, por considerá-lo como filho, e que Timóteo faria exatamente o que Paulo faria, Que obreiro de valor, a ponto de Paulo dizer: 20- “Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado;” (IITm. 2: 20).
20.  Ninguém! Não uma impetuosa condenação dos seus cooperadores. Mas entre aqueles que estavam ali à disposição não havia ninguém que, como Timóteo, estivesse sinceramente (gnêsios, lit., nascido do matrimônio; portanto, "como um irmão") preocupado pelo bem-estar deles.
2 - O modelo paulino de liderança.
Timóteo, Epafrodito e Tito foram instruídos na Palavra sob a liderança de Paulo, ou seja, os três obreiros foram fiéis a Paulo, aos seus ensinamentos, que repercutiu como benção para a Igreja de Cristo. Hoje pouquíssimos obreiros veem aprender como o seu líder, cada uma se acha pronto. Um pastor não nasce de um dia para o outro é preciso aprender para liderar. Cristo aconselhou seus discípulos dizendo: “Aprendei de mim” (...).
O apóstolo Paulo aprendera com Jesus que o líder cristão deve servir à Igreja e jamais servir-se dela. Por que o comentarista está se referindo ao mesmo assunto?
E Cristo nos exorta dizendo: 28- “bem como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos”. (Mt. 20: 28).
3- As qualidades de Timóteo (IITm. 2: 20-22).
Timóteo além da sua lealdade a Paulo também era fiel a Igreja de Cristo.
20- “Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado;”
Assim como Timóteo todo líder precisa estar preparado para exercer sua liderança com disposição de servir ao Senhor e a sua Igreja.

III. EPAFRODITO UM OBREIRO DEDICADO (Fp. 2: 25-30).

1- Epafrodito, um mensageiro de confiança
O apostolo Paulo o elogia como um grande cooperador e companheiro de combates. E também encarregado de suprir com as ofertas dos filipenses, as despesas de Paulo em sua prisão domiciliar. 25. Epafrodito (encantador) é um dos heróis mais atraentes do N.T. Ele fora encarregado de levar o presente em dinheiro (Fp. 4:18) e de servir Paulo no interesse dos filipenses.

2- Epafrodito, um verdadeiro missionário.
Um obreiro como Epafrodito, vai além do lhe foi mandado, sendo assim ele aproveitou a ocasião para evangelizar as regiões circunvizinhas. Em outras palavras Epafrodito era um autêntico missionário.

3- Paulo envia Epafrodito.

Após Deus ter restabelecido a saúde de Epafrodito, Paulo demonstrou seu amor e o seu carinho à pessoa de Epafrodito. ­- 27- “E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus se apiedou dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza”.
Devido às condições Morais e espirituais de Epafrodito Paulo o envia aos irmãos filipenses.  - 28- “Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza”.  
Paulo recomenda Epafrodito como um obreiro fiel. - 29- “Recebei-o, pois, no Senhor, com todo o gozo, e tende-o em honra:”
Motivo da Doença Epafrodito.
30- porque, pela obra de Cristo, chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida, para suprir para comigo a falta do vosso serviço.
Conclusão

A Igreja pertence a Cristo, e nós os obreiros, somos os servidores desta comunidade espalhada pela face da terra. Elienai cita o exemplo de Pedro, mas citamos também o Exemplo de Paulo como líder e os seus companheiros de lutas e combates pela causa de Cristo, Timóteo e Epafrodito, que foram seus fiem cooperadores na igreja de Filipos.

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