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quarta-feira, setembro 04, 2013

A VIDA AOS SESSENTA ANOS


Reflexões para a vida.

De zero a um ano choramos bastante, mamamos muito, dormimos e crescemos rapidamente.
De um aos cinco anos engatinhamos, aprendemos a andar e a falar e mexemos em tudo.
Dos cinco aos dez anos somos levados à escola e sofremos o enclausuramento e a distância, do lar e dos pais.
Dos dez aos quinze anos começamos a nos enturmamos, procuramos viver em pequenos grupos de amigos.
Dos quinze aos dezoito anos, nos socializamos, trabalhamos, passeamos e namoramos.
Dos dezoito aos vinte e cinco anos, estudamos nas Academias, noivamos, planejamos o casamento e a profissão, procuramos a ascensão social, e buscamos melhores empregos, são anos de ascensão social e cultural.
Dos vinte e cinco aos trinta anos casamos nascem os filhos, compramos casas e carros, alguns poupam nos bancos.
Dos trinta aos quarenta anos olhamos para o passado e vimos que fizemos algumas coisas triviais e necessárias.
Dos quarenta aos cinquenta anos olhamos de novo para trás e lamentamos por não termos feito tantas coisas mais: os sucessos, as conquistas poderiam ter sido maiores e muito melhores. Perdemos, ou nos descuidamos do tempo.
Agora aos sessenta anos achamos que não dá para fazer muitas coisas. O tempo está mais curto! Muitos desanimam. Parece que o tempo voou, o fato é que estávamos despreparados para essa data tão especial.
Quando tínhamos trinta anos preferimos nos omitir a pensar, e nos prepararmos para chegar aos nossos sessenta anos. É melhor viver na ignorância, que sofrer a angústia pelo dia esperado. Os sessenta anos de vida.
Enfim chegou o dia que poderia não ter chegado. Enfim chegaram os sessenta anos, bem ou mal vividos, não importam.  Agora o futuro parece curto. O tempo pertence a Deus e não a nós. Agora temos a vida aos sessenta anos. Mas ainda dá para fazermos muitas coisas, estamos maduros e temos muitas experiências. Somos muito capazes de transcendermos alguns limites que muitos não conseguem superar. A vida longa nos ensinou maravilhas! Superamos tantos obstáculos e os que chegaram as nossas mãos fizemos bem feito. Demos o que tínhamos de melhor, a motivação, o desejo de conquistar o que nos colocaram a nossa frente.
Dos sessenta anos em diante continuamos fazer história. Somos exemplos de vida e de experiências com Cristo. Somos pastores mestres, nossa responsabilidade agora é muito maior. Temos que dar instruções aos pequeninos.
Aqui está a minha história, a nossa história, mas ainda tem outras páginas a serem escritas. Sei que sou melhor hoje do que ontem, e serei melhor amanhã do que hoje. Cristo é a nossa vitória, hoje, amanhã e sempre!
Agora aos sessenta anos pensamos na adolescência, nos vinte, trinta, quarenta anos e achamos que poderíamos ter feito muito mais. Quem olha para o passado não consegue enxergar o futuro! Se estivéssemos pensados e nos preparados, talvez as conquistas e os sucessos tivessem sido maiores. Mas essa foi a minha porção advinda de Deus. Você já pensou nisso? Não estamos aqui simplesmente, mas cada um de nós tem uma história de vida a ser vivida e contada. Prepare a sua história seja feliz, ame intensamente os que ti amam e também os que não ti amam. Reparta seu amor com aqueles que são julgados, mas não são amados, os excluídos da sociedade.
De uma coisa sei. Prefiro viver o futuro a lamentar o passado. Construir novas casas a viver as ruínas dos escombros. “Porque nós somos de ontem e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra”. (Jó 8: 9). Precisamos amar as simples coisas, contemplar a beleza dos seres vivos e lamentar os infelizes mortos sem Cristo. Glórias a Deus! Estamos vivos!
Importa viver mais, para servir melhor, os que me amam, os que me veem e os que me ouvem.
É preciso amar de verdade, perdoar de fato e esquecer. As cicatrizes são apenas marcas amargas do passado.
Amo os que me amam, e oro pelos que me odeiam e peço a Deus a salvação de todos os homens.
Na busca pelo conhecimento descobri a essência da vida. Deus! Sou muito grato a Deus por essa data tão singular. Quantos homens simples ou famosos partiram desta mais cedo, por dádiva de Deus estamos aqui.  Está escrito: “Aumento de dias há na sua mão direita; na sua esquerda, riquezas e honra”. (Pv. 3:16). É melhor viver, e ser feliz esse momento a lamentar o passado. Olhemos para Jesus autor e consumador da nossa fé! A vida segue!

terça-feira, setembro 03, 2013

O Teólogo a Serviço de Deus e não da Teologia

Igreja e Sociedade.

Muitos Seminários no Brasil e fora dele têm formado muitos Teólogos todos os anos. Mas onde estão tantos Teólogos que deveriam ser apologistas da fé cristã? Sem querer generalizar. Para quem os Teólogos estão trabalhando? Muitos Teólogos se formam, mas desencaminham por outros interesses. É por isso que a nossa Teologia ainda caminha com dificuldades em se manter na vanguarda do Evangelho. Primeiramente todo Teólogo precisaria ter compromisso litúrgico com Deus, com a sua Palavra, com a igreja e também com a sociedade. O restante deveria ser considerado secundário como: Nome, fama, dinheiro e posição de destaque na alta posição na hierarquia da igreja.

Antes de conhecer Deus academicamente, o Teólogo precisa conhecê-lo pessoalmente.
Antes de descrever Deus, o Teólogo precisa ter comunhão com Ele.
Antes de descrever o amor de Deus, o Teólogo precisa sentir-se amado por Ele.
Antes de descrever a autoridade de Deus, o Teólogo precisa submeter-se a ela.
Antes de descrever a santidade absoluta de Deus, o Teólogo precisa descrever a sua absoluta pecaminosidade.
Antes de mencionar a sabedoria de Deus, o Teólogo precisa confessar a sua ignorância.
Antes de se enveredar pelo problema filosófico e teológico do sofrimento, o Teólogo precisa aprender a chorar com os que choram e a alegrar-se como os que se alegram.
Antes de tentar explicar as coisas mais profundas e misteriosas da Teologia, o Teólogo precisa ser honesto consigo mesmo e com os outros e admitir que nas cartas de Paulo e em outras passagens da Bíblia há coisas realmente difíceis de entender.
Antes de ensinar e escrever Teologia, o Teólogo precisa entender que sua responsabilidade é enorme, porque, exatamente por ser reconhecido como Teólogo, ele será ouvido, lido, consultado, citado. O Teólogo não pode inventar suas teologias, assim como o profeta não podia inventar suas visões nem declarar “assim diz o Senhor”, se o Senhor nada lhe dissera.
O Teólogo não pode ser nem frio nem seco. Ele tem de declarar com toda empolgação que Deus é amantíssimo, graciosíssimo, justíssimo, misericordiosíssimo, puríssimo, santíssimo, sapientíssimo e terribilíssimo.
O Teólogo precisa de humildade para explicar as coisas já reveladas e calar-se diante das coisas ainda ocultas.
O Teólogo precisa caminhar lado a lado com a fé e com a razão e, se em algum momento tiver de abrir mão de uma delas, deve ficar com a fé.
O Teólogo deve construir e, em nenhum momento, destruir.
O Teólogo obriga-se a separar o trigo do joio, a verdade do mito, a revelação da tradição, a visão verdadeira da falsa visão, o bem do mal, a luz das trevas, o doce do amargo, a vontade de Deus da vontade própria.
O Teólogo tem compromisso de insistir na unicidade de Deus e condenar a pluralidade de deuses, tanto os de ontem como os de hoje.
O Teólogo tem a obrigação de equilibrar a bondade e a severidade de Deus, o perdão e a punição, a vida eterna e a morte eterna, a graça e a lei.
O Teólogo é um fracasso quando não menciona que Deus amou tanto o mundo que de seu único Filho por uma só razão: para que ninguém fosse condenado, mas tivesse, pela fé em Jesus, plena e eterna salvação!



 Revista Ultimato 2010.

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