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sábado, setembro 28, 2013

O LÍDER E A MÍSTICA DO FRACASSO

Liderança Cristã/Igreja
Quem de nós já viu, ou ouviu um líder cristão (pentecostal) demonstrar: insegurança, fraqueza, desânimo, pedir oração para os irmãos, qualquer tipo de ajuda, ou conselhos? É raro depararmos com esse quadro. Os líderes são como homens autossuficientes, que suportam sozinhos o fardo pesado da responsabilidade do pastoreio. E o que é pior, eles não compartilham nada com seus pastores auxiliares, muito menos com suas ovelhas. Eles são como os super – heróis vencem tudo, menos a fadiga dos vencidos pelos seus individualismos, eles têm medo do fracasso. O resultado negativo na vida desses líderes é levar a vida ansiosa, irritada, nervosa e por fim deprimidos sem que ninguém saiba. Segundo uma estatística, mais de noventa por cento da liderança da maior igreja pentecostal do Brasil sofre de algum tipo de depressão, e o que é pior eles não se tratam vão até as últimas consequências, e quem sofre com isso? A família e a igreja, que serve para receber a descarga de mau humor. Imaginem a mensagem desses líderes às vezes involuntariamente, ou por ignorância torturam a igreja com suas “pregações”.
Os líderes demonstram o que não são. Fortes, inteligentes, soberanos e convincentes.
Um dos problemas de insatisfação no Ministério Pastoral entre outros motivos é a do líder que precisa trabalhar para sobreviver, e a igreja sofre pela falta de boa liderança e de bons sermões. O líder que trabalha para se manter, não tem condições e tempo disponível para preparar suas mensagens. Infelizmente as mensagens de improvisos estão fazendo a igreja sofrer com sermões baratos, sem vida e sem conteúdo bíblico. Neste caso, o fracasso não é só do pastor, mas da igreja também. Estamos sujeitos ao fracasso, porém eles podem servir para nos amadurecer, ou para nos mostrar que não somos tão perfeitos, como alguns pensam que são. Precisamos rever nossos conceitos, ou lideramos com amor e responsabilidades, ou deixamos para quem realmente sabe fazer com amor deixando de lado sentimentos espúrios por posições, cargos e valores efêmeros.
Sigamos o exemplo de Cristo: “Eu sou o bom Pastor: o bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas”. (João 10: 11). Nós pastores precisamos aprender mais com Cristo. Precisamos deixar de lado os nossos problemas, e não descontar sobre a família e muito menos sobre a Igreja de Cristo. Quem nunca fracassou na vida? Alguns sinônimos do fracasso é o insucesso, perda ruína. Quem já não passou por algum desses problemas?
As nossas ovelhas precisam ser alimentadas de fato com muito amor, carinho e acima de tudo com a pregação da Palavra de Deus, e não com as nossas palavras frias e sem vida. Se porventura, você fracassar levante sua cabeça e lute não desista jamais.
Por Víctor Manuel Fernández.
É possível passarmos por situações desconfortantes, mesmo sendo um líder de sucesso, isso faz parte do processo de Deus operado em nós através das provações, porém, às vezes, não entendemos esse processo necessário e doloroso.
Penso que, não importa, qual seja a nossa função ou cargo eclesiástico, estamos sujeitos a certos tipos de fracasso, às vezes ele pode fazer-nos amadurecer e consequentemente isso poderá repercutir em graça para o nosso futuro progresso espiritual como ser humano.
Mesmo sabendo pela fé que a dor e o fracasso possam gerar em nós fertilidade, contudo, esse processo não nos isenta da dor. Precisamos classificá-la de outra forma, dando outro sentido para ela. Existe algo mais promissor que fertilidade: Concretiza-se a experiência de amor e um grande acontecimento de salvação.  
Precisamos superar os momentos de cansaço cético que não elimina os terríveis momentos de desconforto da alma sofrida, mas por sentimento promissor de que a experiência da dor de um eu humilhado e desiludido pelo fracasso.
 A imitação de Jesus, que é também uma misteriosa associação ao seu ministério, às vezes implica experiências pouco gratificantes, mas que não deixam de serem experiências de amor. Porque na encarnação Deus se fez solidário conosco, abaixando-se até as profundezas da condição humana. Deus experimentou em seu Filho tudo o que é implicado pelo humano: ele quis conhecer o cansaço, a depressão, a desilusão, a angustia, o temor, a solidão. O cristão também participa dessas experiências humanas e passa por fases de aridez, de tédio, de acidez, de cansaço, de desconsolo, de fracasso. Nessas ocasiões ele também desce até as profundezas escuras da existência humana e pode chegar a experimentar uma intensa união com Jesus em sua solidariedade com o ser humano “até que doa”. Desse modo, comungando, em sua intimidade, com o mais áspero dos sentimentos humanos, ele se fez mais que nunca irmão dos outros.
Não podemos negar que certas ocasiões de fracasso e fraqueza são indesejáveis para nossa autoestima, e assim podemos correr sérios riscos de entrarmos em depressão, isolando-nos e negligenciando. Precisamos também nesses momentos de desconforto, aprendermos a amar, na ocasião do fracasso, com isso aprendemos a estar nos braços do Pai, que tocados pela sua graça, encontramos refúgio e consolo, para que também possamos consolar os outros. As palavras maravilhosas a seguir podem exprimir o que foi dito.
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo. Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera, suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos.” (II Co. 1: 3-6).
Se não fosse a ação da graça de Deus, tudo isso não seria possível. Na verdade somente pela ação da graça que, entrando nas profundezas de nossas motivações e de nossas forças, têm condições de aniquilar nosso ceticismo e nosso desânimo enfermiço.

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domingo, setembro 22, 2013

DEBATE OU POLÊMICA?

OLHAR GREGO

Filosofia 

Aprendi a conviver com os livros desde criança, graças a Deus, as minhas leituras nunca foram em vão. De autodidata em Teologia hoje me sinto realizado ao passar pela Universidade e algumas Faculdades. A Filosofia sempre esteve comigo. Abriu minha mente para a reflexão e a crítica, algo tão escasso na sociedade e no pentecostalismo da América do Sul.
A Filosofia entre outras disciplinas, que nos ajudam a usar o bom senso e quando isso acontece gera confronto de ideias opostos aos manipulados pelas classes dominantes, que tem o ignorante como seu escravo. O sábio questiona, o ignorante concorda. (Expedito).
Vivemos dias parecidos com os tempos das indulgências, em que as pobres almas pagavam por um suposto benefício divino, tempo da ignorância. Os tempos negros das trevas eclesiais de alguns segmentos religiosos também favoreceram a ignorância por imposição a manter distância ao acesso a Filosofia. Criaram cristãos robotizados, como se fossem comandados por controles remotos. Limitaram o acesso às informações que iriam contribuir para um povo cristão mais sábio e desenvolvido culturalmente, sem querer generalizar, mas temos poucos exemplos.
Muitos desses líderes diziam a Teologia é do diabo, e a Filosofia também não de Deus. Esqueceram que o rei Salomão foi o maior Teólogo e Filósofo de todos os tempos. Escreveu Provérbios, Cantares e Eclesiastes. Cristo fez uma comparação Salomão dizendo: “A rainha do meio-dia se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Eis aqui quem é mais do que Salomão”. (Mateus 12: 42). Cristo valorizou e apoiou a atitude da rainha por ouvir a sabedoria de Salomão. Cristo valorizou a rainha e também o douto Salomão.
Ainda que não sejamos filósofos por formação, todavia, somos condicionados ao saber filosófico, mesmo que seja um simples diálogo com alguém estamos filosofando.
Espero que gostem desse texto. Boa leitura!
                                                                                   Renato Janine Ribeiro (Ciência & Vida, 2011).
A Filosofia nasce, segundo muitos, com diálogos de Platão, tendo Sócrates como personagem. O primeiro grande filósofo – Sócrates – não escreveu nada, só falou, dialogou. Entre os séculos 16 e 18, vários autores escreveram diálogos filosóficos – Galileu, Barkeley, Hobbes, Rosseau – mas não tinham a veia socrática. Geralmente, só expõem ideias. O diálogo socrático ou platônico é mais que isso. É uma experiência de seres humanos crescendo intelectual e espiritualmente, e de cidadãos pensando em conjunto. Não se limita a expor a “verdade”, mas coloca dúvidas – e cria uma comunidade de pensantes.
Decadência?
Curioso que em nosso tempo, tão livre, em que até se pode falar contra a divindade (o que os democráticos gregos proibiam), o debate tenha perdido o vigor. Mas se discute tanto hoje em dia! A boa notícia, para quem gosta de Filosofia, é que ela voltou à moda.
Foi desprezada nos anos negros da ditadura, mas, há pelo menos vinte anos, tornou a ser cultivada. Um grande nome contribuiu para essa mudança no Brasil: Adauto Novaes, que em cerca de trinta seminários (e livros) colocou nossos professores de Filosofia a pensar questões candentes e a dizê-las em público.
A má notícia é que a divulgação mais extensa da Filosofia acompanha um gosto pela polêmica, nem intelectual nem filosófico. Polêmica vem da palavra polemos. “guerra”. Polemistas vão à batalha. Cada um se aferra a suas posições e tenta destruir o outro. O guerreiro, além de querer e precisar matar o inimigo, não deve recuar nem negociar. Negociações são coisas de civil e às vezes vistas, pelos militares, como traição.
É possível pensar assim como se guerreia? Nietzsche falava em filosofar a marteladas. Ele chocava talvez guerreasse. Mas há pensamentos quando não ocorre o risco de mudar de opinião? O polemista, tão comum hoje no Brasil, é uma caricatura do debatedor. Repete sempre o mesmo.
Pensar
“E sempre zombei de todo filósofo que não zombou de si mesmo”: também é Nietzsche, no começo da Gaia ciência.  O pensador se dispõe a rever suas ideias. Pode ter prazer em debates, mas seu compromisso não é com uma ideia só. É com o movimento do pensar, sempre livre. Ele está acima da fácil glória de vencer sem convencer.
Por que nossos acadêmicos mais polemizam do que debatem? Fazem caricatura da posição alheia. Atacam o outro, atribuindo-lhe o que ele não disse. Isso preocupa. Nosso país ainda é pobre em Filosofia. Faz mais história dela do que, propriamente, Filosofia. Mas como filosofar se em vez do debate civil, na praça pública, aonde os atenienses iam desarmados, porque contava só a palavra, temos a guerra, a língua ferina, a palavra como arma?
Construir a sociedade
A ágora é coisa de civis, de civilizados. Supõe uma redução dos conflitos. Eles existem, mas nas palavras. O laço social cresce quando as pessoas confiam umas nas outras. Para isso, precisamos ter um quadro de leis a que obedeçamos, mas que nos deixem ampla liberdade para discutir. Falta-nos debate. Temos muita histeria, pouca discussão de verdade. Talvez, no fundo, falta ainda em nosso país o prazer de pensar. Porque, quando se gosta de pensar, não importa quem ganhe: o bom é discutir, é poder mudar de ideia. (grifo meu).
“Os homens usam palavras para ofender os outros; pois, vendo que a natureza armou as criaturas vivas, umas com garras, outras com chifres e outras ainda com patas para ferir um inimigo, é mero abuso da linguagem feri-lo com a língua”. Hobbes, Leviatã, 1651, cap.4.
Os motivos em que se acredita
Apesar da importância que possa haver em conhecer os autênticos motivos que guiaram até hoje as ações humanas, talvez seja mais importante ainda, para quem procura o conhecimento, saber qual crença está ligada a este ou aquele motivo, quero dizer, conhecer o que a humanidade supôs e imaginou até o presente como sendo a verdadeira alavanca de seus atos. “De fato, a felicidade e a miséria interior dos homens vieram-lhe de sua crença neste ou naquele motivo – e não naquilo que foi motivo verdadeiro!” (grifo meu) Este tem apenas um interesse secundário – (Nietzsche – A Gaia Ciência).
“O polemista comum hoje no Brasil, é uma caricatura do debatedor. Repete sempre o mesmo”.

Até a próxima postagem se Deus quiser.

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