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quinta-feira, abril 24, 2014

CONCEITO DE TEOLOGIA PRÁTICA

Mas, afinal, o que é Teologia prática? Qual é a sua função? “O conceito de Teologia prática tenta sintetizar correntes diversas como a teoria e a prática, o agir comunicativo, a dialética entre a teoria e práxis em diálogo com outras disciplinas no contexto da tradição cristã”. A forma de constituição que compõe, “a Teologia prática é, pois, o conjunto de disciplinas teológicas que buscam avaliação crítica, fundamentação teórica e planejamento da prática cristã, como uma disciplina temática especial”.
A Teologia prática nasceu na “Alemanha, no início do século XIX”. Ela passou a tomar “assento na alta esfera das universidades estatais como uma das faculdades que disputam o interesse dos interesses dos estudantes”. O iluminismo predominava “na época, e a Teologia se esforçava por atestar sua legitimidade como ciência”. Mas, na sua investida acabou se tornando “vítima de um academicismo estéril e se afastou da vida da Igreja”. Não havia harmonia entre o que se estudava nas universidades relacionadas “com a teoria teológica, e a prática do ministério pastoral e a vida de fé dos membros da Igreja na base”.
Convém lembrar que, a Teologia prática não se limita ao luteranismo ou às igrejas do protestantismo histórico.
Schleiermacher criou a Teologia prática, como disciplina com uma técnica:    
Mas as circunstâncias do surgimento da Teologia prática no século XIX ainda nos deixaram um segundo legado. Como a teologia estava distante da Igreja. Schleiermacher concebeu a Teologia prática como disciplina que se preocupa com a técnica de condução e do aperfeiçoamento da vida da igreja. Cabe-lhe fornecer o instrumento técnico pelo qual a hierarquia da Igreja dirige e regulamenta as diferentes funções (p. ex., o exercício do ministério pastoral) e as manifestações da vida eclesiástica, tais como o culto, a catequese, o aconselhamento e a própria forma da vivência comunitária da fé. O mérito dessa concepção de Teologia prática de Schleiermacher reside no fato de se ter restabelecido a relação entre teologia e Igreja e, por extensão, entre teoria e prática.
A Teologia prática não cria posição de destaque, nem requer posição superior, essa não é a sua função, ela “é o posto avançado da Teologia. Sua função é levar a Teologia às bases da Igreja para fora de seus muros e a partir dali atualiza sua agenda teológica pondo sua eficácia à prova. Ela alimenta a Teologia com reflexão própria que faz no front da Igreja e da sociedade”.
A proposta da “Teologia prática como teoria da prática e para a prática é feita pelos membros de comunidades cristãs que querem participar do discurso teológico com o auxílio de pessoas especialmente formadas”.
Embora desconhecida do povo pentecostal, a Teologia prática oferece novas perspectivas para que a Igreja possa exercer melhor as suas funções cristãs.
Observamos que a Teologia prática não surgiu para ficar presa nas academias, ela incorpora seus conceitos práticos como ferramenta para as práticas Kerigmáticas. Zabatiero comenta a respeito da Teologia prática sobre a sua condição de manter-se no pensamento e na ação comunitária.
A Teologia prática é discurso crítico e construtivo sobre a ação cristã no mundo. Fundamenta-se no discernimento da ação de Deus e se constrói em diálogo – crítico e construtivo – com discursos sobre a ação não cristã e sobre a ação anticristã. A Teologia prática é voltada para o discurso, gerando uma ação que comunica seus pontos de valores voltados para a ação comunitária, excluindo-se a possibilidade de tornar-se individual e isolada, ou seja, ele se constrói a partir de reflexão, diálogo e confronto. Portanto, conforme a opinião de Zabatiero a prática deve ser consumada em benefício prático ao outro eu no mundo, principalmente tratando-se de um mundo cristianizado. “Todo fazer teológico deve ser prático, ou seja, todo fazer teológico tem como finalidade orientar a ação cristã presente em resposta ao agir de Deus”.
A Teologia prática de Allmen e White, juntamente com outros autores, nos fornecem subsídios para fazermos a análise comparativa do discurso improvisado, por ser esse um dos fatores que mais se destaca na Igreja pentecostal. Sendo constantemente aplicada nos púlpitos pentecostais, a improvisação do kerígma da Palavra de Deus tornou-se um dos graves problemas na liturgia do culto e tem comprometido a verdadeira pregação bíblica.
    

 CONCEITO 
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