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sexta-feira, maio 16, 2014

CONCEITUAÇÃO DE SECULARIZAÇÃO.

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 Estudo sobre Filosofia
O termo secularização é de significado elástico e abrangente e, de acordo com as circunstâncias, pode ser aplicado em diversos contextos da nossa sociedade. 
O secularismo, como afirma o dicionário Houaiss, é o “regime laico, secular; exclusão, rejeição ou indiferença à religião e a ponderações teológicas”.
De acordo com Champlim, G.H. Holyoake (1818-1906),  foi o primeiro a usar o termo “secularização” como referência a toda atitude anti-religiosa.
Fenômeno da Secularização
É possível falar de secularização como um fenômeno da modernização, em que o antigo – antiquado –, é substituído pelo novo – modernidade. Secularização, portanto, é um movimento de atualização ou de contextualização com uma época. Neste sentido, o  “velho” é atualizado, ou substituído pelo novo. Há uma mudança de direção, ou ruptura com o antigo rumo.
Fenômeno Histórico
Secularização também pode representar o fenômeno histórico dos últimos séculos, pelo qual as crenças e instituições religiosas se converteram em doutrinas filosóficas e instituições laicas. Isto significa uma profunda mudança nos objetivos e projetos das instituições religiosas em que esta se torna uma instituição laica e os oficiais religiosos em autoridade laica. 
Processo Histórico
Podemos entender a secularização, como o processo histórico pelo qual os bens eclesiásticos e as atribuições políticas do clero são transferidos para as autoridades laicas. Esse processo ocorreu principalmente nas monarquias absolutistas após a Reforma Protestante na Alemanha, Inglaterra e Escandinávia. Nestes locais, muitas propriedades eclesiásticas foram confiscadas – mosteiros se transformaram em colégios e Igrejas em principados laicos. A Igreja, portanto, passa a ser uma instituição subordinada ao Estado. O decreto imperial na Alemanha, por exemplo, em 1803 confiscou cerca de 22 bispados, 80 abadias e 200 mosteiros. Um aspecto emblemático, que muito ilustra esse processo de secularização histórica, pode ser observado na transferência do registro civil e dos cemitérios de posse da Igreja para o poder público.
Guerra dos Trinta Anos
Uma das negociações mais singulares desse processo histórico ocorreu entre os dias de 15 de maio a 24 de outubro de 1648. Neste período, nas cidades alemãs de Münster e Osnabrück, foi assinado um grande tratado de paz (a Paz de Westfália) que pôs fim a desastrosa Guerra dos Trinta Anos – guerra sanguinária entre católicos e protestantes (luteranos e calvinistas). Esse tratado, entre muitas leis, assinalou que um reino tem interesses que o colocam acima das motivações religiosas e a autoridade do papado para intervir nos assuntos internos dos reinos, foi substituída pela soberania de estado.
Conceito Religioso
A secularização, entendida como teoria humanista pós-moderna (secularismo), é muito mais do que um comportamento é o pensamento do mundo de nosso cotidiano secular.
Trata-se do modo de viver deste mundo segundo o curso dos seus corações, que além de não comungar com os interesses espirituais do Reino de Deus e do Seu governo absoluto, opõe-se radicalmente a Ele. Cabe aqui afirmar, que não se trata apenas de “indiferença à religião e a ponderações teológicas”, mas em completa ruptura e oposição a estes.
Como indiferença, o secularismo classifica a religião e seus dogmas como temas idiossincráticos ou particulares, sem interesses reais de utilidade pública para toda sociedade ou para o bem do Estado. A crença é assunto pessoal de cada um, portanto, o Estado não interfere na crença do indivíduo, mas na sua forma de doutrina religiosa esse indivíduo, não deve interferir nos assuntos do Estado.
A secularização é um fenômeno grave do próprio contexto também da pós- modernidade

 A INTEGRIDADE NO MUNDO RELATIVISTA.  
 Conceituação de Relativismo.
Essa palavra portuguesa vem do latim, “relatus”, “relativo”, “cognato”, de alguma coisa. Doutrina ou tendência segundo a qual o significado ou valor de algo varia conforme a situação ou às relações com outros elementos e valores. (Relativista).
Na filosofia, esse vocábulo indica que alguma coisa subsiste isolada, não podendo ser considerada um absoluto por si mesma. Antes, todas as coisas seriam interdependentes, modificando-se umas às outras. O Senhor Jesus disse: Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque em mim nada podeis fazer. (João. 15:5).
Relativismo Cultural.
Não há padrões universais que possam governar qualquer sociedade e muito menos todas as sociedades, através das mesmas regras. Está escrito: Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. (João. 5:39). De fato, os costumes sociais são produtos da experimentação, com tentativas e erros, em face que jamais serão atingidos o bem absoluto e a certeza. Jesus é a nossa certeza e bem absoluto, caminho e vida eterna. (João. 16:4)
O homem existe num universo simbólico, que ele mesmo construiu, e, se ele continuar a edificar, seus poderes automaticamente irá se modificando.
Conceito Espiritual.
O relativismo ignora as experiências espirituais, o relativismo manipulado pelos estudiosos liberais deixa-se atrair pela ética relativista, visto que eles não dependem da moral. Quanto a isto não podemos abrir mão, porque nos foi dado por revelação nas Sagradas Escrituras. O objetivo destes eruditos liberais relativistas tem um interesse diabólico de querer praticamente anular o caráter sem par o poder do cristianismo, fazendo o Senhor Jesus, ser apenas um de nossos mestres, e não necessariamente, o nosso grande Mestre, o manancial de todo o conhecimento e sabedoria. “(...) enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus - Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.” (Cl. 2b,3).
Conceito de Pragmatismo.
Um dos seus idealizadores C.S. Peirce, 1878.
O termo pragmatismo vem do grego pragma, coisa, fato, matéria.
Sua forma verbal é realizar. O pragmatismo ensina que: pensamentos, idéias, ações só têm valor em termos de conseqüências práticas. Não existe nenhum conjunto fixo teórico de valores. As Tábuas da Lei, Dez Mandamentos, entre tantos escritos é um exemplo claro e prático. (Êxodo 20: 1-17).
Todos os valores são testados quanto às suas conseqüências práticas. A verdade não é fixa e nem imutável. Deus é verdadeiro e imutável. Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós ó filhos de Jacó, não sois consumidos. (Malaquias. 3:6).
A verdade é determinada por aquilo que é prático e funcional. O pragmatismo é relativista. A minha verdade não é necessariamente, a verdade de outrem; o que funciona no meu caso, não é o que funciona, necessariamente no caso de outrem. O Apóstolo João escreveu: Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, e como tu andas na verdade. Não tenho maior gozo do que este: o de ouvir que os meus filhos andam na verdade. (III João. 3,4).
 A Influência do Pragmatismo
Influenciou muito o pensamento Teológico protestante. Foi profundamente sentido entre os círculos liberais. Exerceu grande influência no ensino Norte – Americano. E por muito tempo influenciou indiretamente as escolas evangélicas. O grande lema era “experimentação”; e em seguida instrumentalismo. Para os pragmatistas não há conseqüências fixas ou finais. E odiados de todos sereis por causa do meu nome: mas aquele que perseverar até o fim será salvo. (Mateus. 10: 22).
Para o pragmatismo, o próprio ato de pensar é um modo de realizar, pensar bem é realizar bem.
Isso é pensamento positivista. A Bíblia diz: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. (Isaías. 55:8).

                                                                      

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