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quinta-feira, julho 17, 2014

A HONRA DO OFÍCIO PASTORAL

Quando observamos os pastores do período bíblico, podemos observar que não era um trabalho fácil. Muitas pessoas, porém, pensavam que era desnecessário o pastorado e, portanto, dispensável. A honra do ofício universal pastoral é uma das prioridades que Cristo delegou a sua Igreja, independente de normas e costumes. Basta tal igreja contextualizar-se com os preceitos bíblicos, e exercer cristãmente todas as sãs doutrinas da Bíblia.  
O termo “pastor”, no grego, aparece como poimên, e seus derivativos são poimnê e poimnion, cuja tradução é “rebanho”. Além desses, também encontramos poimanô, traduzido por “pastorear”, “cuidar”. Também encontramos “outra palavra archipoimên, que pode ser traduzida por sumo pastor”, “pastor principal”. No conceito de “grego clássico, poimên (pastor) era título de honra aplicado a soberanos, líderes, governantes e comandantes dos exércitos gregos”. Paulo empregava palavras “denotando o privilégio e a honra dos que exercem o ministério pastoral na igreja de Cristo”, como pode ser visto a seguir: “Governante - ITs. 5: 12; ITm. 3: 4, 5; 5: 17; Embaixador - IICo. 5: 20; Defensor - Fp. 1: 7; Ministro - ICo. 4: 1; Exemplo - ITm. 4: 12; IPd. 5: 3”. “No hebraico, o termo equivalente a poimên é rã’ â (pastorear, apascentar)”. No Antigo Testamento esse termo ocorre mais de 60 vezes, sendo o mais comum à forma participal rõ’eh, traduzida por “pastor” referindo-se àquele que toma conta dos rebanhos domésticos alimentando-os. Essa palavra surgiu pela primeira vez em Gênesis 29:7-9, traduzida por “alimentar” ou “apascentar”. (LOPES; LOPES e DEUS, 2011, p. 56).
Allmen considera o ofício pastoral de suma importância:
O termo pastor – que é, de resto, uma expressão muito mais episcopal do que presbiteral – talvez seja o mais adequado. A função litúrgica, sua “liturgia”, parece ser tríplice: primeiro, é o representante e mandatário do Senhor, e, por causa disso, o sucessor dos apóstolos. O que faz fá-lo em nome de seu Mestre e com a autoridade que deste promana. Sua presença, no contexto da celebração, é um dos sinais da presença real do Cristo entre os que são seus. (ALLMEN, 2006, p. 191).
Devido à posição honrosa do pastor, Allmen exorta a não omitir a função de pastor ao ser solicitado no meio do público. Na maioria das vezes pode acontecer certa omissão justificável pelos momentos particulares, que venha ocorrer tal omissão. “Daí não lhe ser permitido omitir a sua identidade no meio dos leigos, por causa de uma falsa humildade. Ele é, por certo, membro do povo de Deus – mas ele o é na qualidade de pastor, representante do Supremo Pastor (IPd. 5. 4)”. (ALLMEN, 2006, p. 192).
O termo pastor é muito forte e caracteriza uma pessoa íntegra e responsável pelo rebanho que lhe foi confiado. O Senhor Jesus Cristo é o exemplo maior de Pastor.  “Partindo da situação concreta dos estábulos ou aprisco dos rebanhos, que têm uma porta de entrada, pela qual passa o pastor, enquanto os estranhos e os que querem roubar ou molestar as ovelhas entram por outro lugar”, Jesus está fazendo uma ilustração sobre a condição “espiritual dos guias da humanidade diante de sua pessoa divina”. Portanto, todos aqueles que pretendem “apascentar, governar ou ensinar seus irmãos não podem ignorar o Filho de Deus, que é a porta de entrada no recinto das ovelhas, isto é, o mediador entre o Senhor e o seu povo”. (BOSETTI; PANIMOLLE, 1986, p. 64).
Calvino entendia o valor do sacerdócio pastoral cristão como a posição de alta responsabilidade diante de Deus perante os homens por ele liderados: “O sacerdócio do pastor cristão consiste, por assim dizer, em oferecer os homens em sacrifício a Deus, ao conduzi-los à obediência, ao evangelho, portanto, sua meta, na realização de seu ofício, oferecer a Deus as almas purificadas, pela fé”. (COSTA, 2006, p. 209).
O pastor deve ser um homem compromissado com sua vida litúrgica. “Certa vez, com quase 70 anos, Lutero suplicou aos pastores para que fossem diligentes e não preguiçosos”:
Alguns pastores e pregadores são preguiçosos e não servem para nada. Não oram; não leem; não estudam as Escrituras. O chamado do pastor é: vigie, estude e leia. Na verdade, não é possível alguém ler as Escrituras em excesso e com cuidado demasiado; e aquilo que se lê cuidadosamente, não é possível entender bem demais; e o que se ensinar bem, não é possível praticar bem demais. O Diabo, o mundo e a nossa carne estão enfurecidos e cheios de cólera contra nós. Portanto, queridos senhores e irmãos, pastores e pregadores, orem, leiam, estudem, sejam diligentes. Esse tempo mau e vergonhoso em que vivemos não é época para serem preguiçosos, para dormir e roncar. (PIPER, 2005, p. 106 apud LUTERO).


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