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quinta-feira, agosto 07, 2014

FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO


Além de ter seus interesses próprios, a filosofia considera os pressupostos fundamentais de outros ramos do conhecimento. Quando a filosofia volta suas atenções para a Ciência, temos a filosofia da Ciência; quando examina os conceitos básicos do Direito, temos a filosofia do Direito; quando se ocupa de problemas da Educação, temos a filosofia da Educação, ou filosofia educacional.
Tal como a filosofia formal procura entender a realidade como um todo, explicando-a da maneira mais genérica e sistemática, assim a filosofia educacional procura também compreender a educação em sua integridade, interpretando-a por meio de conceitos gerais que guiem a nossa escolha de objetivos e diretrizes educacionais.
Do mesmo modo que a filosofia geral coordena as descobertas e conclusões das diversas ciências, a filosofia educacional interpreta-as na medida em que se relacionam com a educação. As teorias científicas nas implicações diretas; não podem ser aplicadas a prática educacional sem que primeiro sejam examinadas filosoficamente. A filosofia educacional depende da filosofia geral, ou formal na medida em que os problemas da educação são de caráter filosófico geral.
Não podemos criticar a política educacional vigente ou sugerir novas diretrizes sem tomar em consideração problemas filosóficos gerais como: (a) a natureza da vida boa, que é um alvo primordial da educação; (b) a natureza do próprio homem, porque é o homem que estamos estudando; (c) a natureza da sociedade, pois a educação é um processo social; e (d) a natureza da realidade Suprema, que todo o conhecimento procura penetrar. Portanto, a filosofia educacional envolve, entre outras coisas, a aplicação da filosofia formal ao campo da educação.
Tal como a filosofia geral, a filosofia educacional também é especulativa, prescritiva e analítica.
É especulativa quando procura estabelecer teorias da natureza do homem, da sociedade e do mundo, por meio das quais ordene interprete os dados conflitantes da pesquisa educacional e das ciências do comportamento.
É prescritiva quando especifica os fins a que a educação deve obedecer, e os meios gerais que deve usar para atingi-los.
É analítica quando esclarece enunciados especulativos e prescritivos.
O analista, como veremos, examina a racionalidade de nossas idéias educacionais, sua coerência em relação a outras idéias e os processos pelos quais o pensamento impreciso as distorce. Examina a lógica de nossos conceitos e sua adequação com fatos que procuram explicar. Tenta, sobretudo, esclarecer os múltiplos significados diferentes que foram ligados a expressões educacionais tão desgastados como “liberdade”, “ajustamento”, “crescimento”, “experiência”, “necessidades” e “conhecimento”.
Estamos agora em condições de examinar os vários ramos da filosofia, sobretudo a metafísica, na medida em que se relacionam com a educação.
KNELLER, George F. Introdução a Filosofia da Educaçao - Trad. CABRAL Álvaro - Universidade da California - Los Angeles - EUA:  Ed. ZARRAR, RJ - 1981. - 6ª ed.





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