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sexta-feira, dezembro 05, 2014

MISSÕES DOIS MIL ANOS DE HISTÓRIA

Estamos caminhando para dois mil anos de história de Missões. Faz quase dois mil anos que recebemos uma Grande Comissão. “Ide pôr todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15), “Ide Fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Esta e a ordem imperativa de Jesus, mas o que fizemos a quase dois mil anos que se passaram? Vamos Observar: a) Ano 100 a 500 D.C. - A Conquista do Mundo Romano.
Nos seus primeiros dias a Igreja primitiva falava a língua Aramaica, idioma corrente da Palestina. O Império Romano aceitava a língua grega, tanto para fins comerciais, como para meio de comunicação familiar entre os homens educados. Graças a conquista de Alexandre Magno no século IV a.C., o grego tinha se tornado praticamente uma língua Universal. Quem soubesse grego poderia ir a todo o lado, encontraria amigos com quem falar. Como já estudamos anteriormente, o Apostolo Paulo foi um baluarte da expansão do Cristianismo, e isso sem dúvida graças á contribuição de muitos fatores, sendo um destes fatores a facilidade que tinha de se deslocar de um lado para o outro devido o fato de falar fluentemente o Grego.
Tanto Paulo falava o Grego “Koiné” (falado pela população comum), como também falava o Grego clássico (falado pelos eruditos). Nos primeiros 100 anos do Cristianismo, podemos chamá-los de “Era Apostólica, foi a “Idade de Ouro” da Igreja cristã. Com a morte de Paulo no ano 68 d.C., diminuiu um pouco o ritmo de crescimento das Igrejas. Mas mesmo assim continuavam crescendo. mesmo sob fortes perseguições. Com a morte de João no ano 100 d.C., findou a era apostólica. e a igreja tinha que caminhar com suas próprias pernas.
Com a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. não provocou o fim da igreja cristã. Terminou, sim, a existência nacional dos Judeus, durante um período de mais de 1800 anos. Porém a Igreja de Jerusalém continuou ainda como o primeiro lar da Igreja. Antioquia, na Síria era o segundo lar da Igreja. No tempo de João Crisóstomo (344-407 d.C.), a população de Antioquia chegava à beira de 500.000 habitantes, dos quais, mais da metade da população seriam Cristãos. A Ásia Menor, desde o tempo de Paulo era um dos campos mais prometedores para o trabalho cristão.
Após Jerusalém e Antioquia, Roma era o terceiro grande centro do mundo cristão. Porém só no século IV, a igreja de Roma começou a proclamar o seu domínio universal. Após longo período de perseguições imperiais a situação modificou-se, pois o imperador Constantino (274- 227 d.C.), mostrou-se favorável a nova religião, aceitando-a como religião oficial do Estado. Os cristãos pôr fim sair se suas catacumbas, em que viviam algum tempo e beneficiar dos fatores imperiais. No ano 500 d.C. a Igreja ainda quase nada das antigas civilizações da Índia e da China. mas constituíra na maior força civilizadora do mundo Ocidental.
b) Ano 500 d.C., à 1000 d.C. - Missões Cristãs ou Missões Muçulmanas?
Poderia parecer que a igreja iria buscar progressos constantes e sem obstáculos, até torna-se literalmente co-extensiva com o mundo habitado com a raça humana. Na realidade a partir do ano 500 d.C., iria entrar no período de conflitos amargos e desanimadores. Envolver-se-ia em lutas desesperadas em duas frentes: numa delas, depois de mais de 500 anos de esforços, sairia quase inteiramente vitoriosa; Na outra iria sofrer terríveis perdas e durante mais de 500 anos limitar-se ia a conservar o que lhe pertencia. Neste período com a queda do império Romano Ocidental em 476 d.C., a Igreja passou de um estado imperial a um estado Feudal. Deixou as armas espirituais de um lado e sua principal tarefa neste período turbulento consistiu em lutar contra os Bárbaros e a Barbárie, a fim de conseguir obter a conversões que não fosse somente animais. Muito mais difícil perigosa e desastrosa foi a luta da Igreja contra o Muçulmanismo. Enquanto no Ocidente a igreja caminhava tropeçando em suas próprias pernas. O império romano Oriental estava sendo conquistado à força pelos muçulmanos liderados pôr Maomé, nascido em Meca, Arábia Saudita no ano 570 d.C., Justamente o berço do Cristianismo estava agora se tornando muçulmano. Sendo assim neste período houve mais esforço das missões muçulmanas do que das missões cristãs. No ano 609 d.C., houve o começo histórico do sistema Papal e a partir deste período a igreja perdeu de vez sua identidade evangélica. Neste período até o ano 1000 d.C., basicamente descreve a hegemonia dos papas, cujos assuntos pertencem a matéria de história do cristianismo. Estamos procurando citar apenas se existem alguns vestígios de Missões nestes períodos da história da Igreja Cristã.
c) Primeira Expansão Européia -100 d.C. à 1500 d.C.
O ano 1000 d.C., foi caracterizado pôr enorme terror e ansiedade, ao longo de todo o mundo cristão. Acreditava-se que a era de igreja duraria justamente 1000 anos e que, segundo os cálculos de Dionísio Exíguo, no século IV, que sabemos não serem exatos, este prazo de tempo se aproxima do seu fim. Na realidade, nada de especial aconteceu e a história do mundo parecia prosseguir pôr um número indefinido de anos. Nesse período a Europa começava sair dos piores horrores da Idade Média, e no discurso dos quatro séculos seguintes, através do comércio, viagens aventuras militares, arte e arquitetura e finalmente na construção do edifício do pensamento teológico, consistiam como principal tarefa difundir o Cristianismo até seus próprios limites. No ano 1095 d.C., o Papa Urbano II iniciou a primeira cruzada a fim de libertar a Palestina do poder muçulmano e depois disso uma série de outras cruzadas, porém sem lograr nenhum êxito, no campo espiritual. Porém no campo material foi benéfico para expansão do comércio e das grandes navegações pelo Mediterrâneo, quando chegou até as Índias. As grandes navegações continuaram sendo lideradas pela Espanha, que descobriu mais um novo Continente, a América. Neste período houve um crescimento de Missões católicas aliadas às descobertas de novas terras pelos navegadores. Isso pelo fato de em cada embarcação existir um Padre. Exemplo disso foi o descobrimento do Brasil pelos portugueses, os quais trouxeram Padres para catequizar os índios. de maneira que onde os navegadores descobria uma nova terra, ali era plantada a semente católica. Isso mostra porque o Brasil hoje é um dos países mais católicos do mundo. Nesse período da expansão Europeia começou também o despertar da reforma protestante, em meio o avanço das missões católicas nos continentes descobertos. Mas com tudo existiam cristãos espalhados pôr toda parte. Um dos exemplos disso é que em 1500, quando Cabral chegou às Índia encontrou alguns cristãos seguidores do Apostolo Tomé, que segundo a tradição Tomé foi missionário na Índia. Do ano l500 a 1600 d.C., é considerado o período dos descobrimentos. Em 1497, Vasco da Gama, seguindo os passos de Bartolomeu Dias, dobrou o Cabo da Boa Esperança, atravessou o Oceano Indico, chegando verdadeiramente até a Índia.
d) As Missões Católicas Romanas -1600 a 1787 d.C.
O Século XVII como o século XVI foi para o mundo católico, um período de grandes e notáveis feitos, embora jamais tenham o mesmo interesse que os esforços pioneiros dos primeiros tempos. Como já vimos no capítulo anterior, no século XVI, a iniciativa pertenceu aos reis da Espanha e de Portugal, e as grandes ordens religiosas desempenhadas pelos jesuítas com os Franciscanos e Dominicanos no sentido de propagar o catolicismo romano nas novas terras descobertas. Em 1622, o Papa Gregório XV criou a Sagrada Congregação para propaganda da Fé, muitas vezes conhecida apenas como propaganda. Com a chegada da Reforma, incentivada pelo espanhol Inácio de Loyola com a criação da ordem dos Jesuítas que passou a fazer missões empregando a força e a violência. Como a Reforma estava tomando conta de toda a Europa, o catolicismo se viu ameaçado e começou à fazer missões ostensivas, obrigando Judeus e Cristãos que tinham aderido a Reforma virarem católicos forçados.
e) Iniciativas no Oriente e no Ocidente -1600 a 1800 d.C.
As Igrejas orientais haviam sido paralisadas pelo avanço Islâmico. A captura da Constantinopla marcou o fim do império do Oriente e da grande história missionária das igrejas de língua grega.
As Igrejas Ortodoxas do Sul, dos grandes Patriarcas de Constantinopla. Antioquia, Jerusalém e Alexandria viveram no meio de inúmeros sofrimentos durante os sucessivos períodos de domínio Árabe e Turco. Com a queda de Constantinopla em 1453 d.C., Moscou era agora a herdeira campeã do mundo bizantino, de maneira que passou a ser conhecida como a "terceira Roma". A Igreja Russa iniciou a sua expansão, fazendo algumas Missões conhecidas como: Missão na Sibéria Ocidental Missão à China (1702 e 1727 d.C.), e Sibéria Ocidental etc.
A história das missões apoiadas pelas Igrejas do continente Europeu só começa a formação de um movimento chamado "Pietismo". O "Espiritualismo" do século XVI, o misticismo católico romano, o puritanismo Inglês, a importância pôr estes concedidas a conversão individual, parecem ter desempenhado o seu papel na formação do Pietismo. Os princípios do Pietismo são a procura da conversão pessoal e da santidade, da fraternidade social e da responsabilidade do testemunho. A expectativa do regresso de Cristo que não poderá ser adiada durante muito tempo, será precedida pôr uma grande efusão do Espírito Santo entre os Judeus e pagãos, pôr uma graduação natural do pensamento para um sentido de responsabilidade perante missões "estrangeiras".
f) As Missões Modernas -1800 a 1914 d.C.
Certos autores ingleses referem-se frequentemente a William Carey (1761 - 1834 d.C.), como o "Pai das missões modernas", e define a sua obra com a primeira missão protestante dos tempos modernos. William Carey via a obra missionária como um avanço em cinco direções:
Uma vasta pregação do evangelho, pôr todos os métodos possíveis.
O reforço da pregação, pôr meio de distribuição de Bíblias em línguas regionais.
A criação, o mais cedo possível de uma Igreja. Um estudo profundo das tradições e do pensamento dos povos não cristãos.  A preparação, o mais cedo possível de sacerdotes indígenas.
Apesar do movimento que William Carey chegou a Índia não ser um movimento propício para a fundação de uma missão, em cada uma das direções acima ele logrou bons resultados. Com a independência dos Estados Unidos, e a revolução industrial na Inglaterra as missões inglesas e as americanas começaram a se expandir pôr todas as terras estrangeiras. Verificam-se cinco acontecimentos que caracterizaram a história missionária das Igrejas protestantes de então:
Consistiu na aceitação do povo britânico, de governar e administrar a Índia. e sendo assim a Rainha Vitória, fez uma proclamação que ninguém seria religiosa. E com esta proclamação os missionários encontrar-se-iam livres dos preconceitos hostis e da discriminação que haviam sofrido, por parte do regime da chamada "Companhia".
O Segundo acontecimento que contribuiu para expansão missionária das igrejas protestante de então, foi com fim da segunda guerra das potências europeias, com a china em 1858, que firmaram uma série de tratados entre aquela potência e varias nações europeias garantindo assim a tolerância ao Cristianismo e proteção a pratica de sua fé.
O terceiro acontecimento foi o despertar Evangélico, iniciando entre laicos na América, em que participou muitos cristãos, encontrou a sua expressão num sentimento de responsabilidade, em relação ao testemunho de Cristão e ao serviço missionário, atravessou o Atlântico e despertaram muitas zonas, especialmente a Irlanda do Norte.
O quarto acontecimento favorável foi quando em 1858, o primeiro missionário dos tempos modernos entrou no Japão, abrindo a porta para que outros entrassem também, e em 1880 marcou um período de rápido crescimento da igreja no Japão. E em 1882, havia 145 missionários e quase 5000 cristãos japoneses protestantes no Japão.
O quinto acontecimento positivo se deu em 1857, quando David Livingstone publicava as suas viagens missionárias e investigações na África do Sul. O entusiasmo despertado pôr esta narrativa simultaneamente rigorosa, científica, calorosa e humana foi muito grande. O mundo cristão convencia-se de que chegara o tempo de assaltar a África e de penetrar no próprio coração do continente. Seria possível preencher todo este capítulo com uma relação das sociedades, grupos e organizações missionárias que surgiram entre 1859 e 1914, Porém o espaço é curto.


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