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sábado, dezembro 13, 2014

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO


Textos: João 14.1-3; Atos 1.9-11.

João 14
1- Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
2- Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar- vos lugar.
3- E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.
 Atos 1.
9- E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando - o a seus olhos.
10- E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,
11- os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.
INTRODUÇÃO

I. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO – UMA PROMESSA CONSOLADORA

II. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO E A BEM-AVENTURADA ESPERANÇA

III. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO – A VITÓRIA DA REDENÇÃO

CONCLUSÃO

INTRODUÇÃO

 Não é pouco comum nos dias de hoje ver tantas pessoas sem esperança de vida eterna. As religiões não satisfazem a ansiedade que as criaturas vivem a margem do pecado, num mundo tão hedonista, vivem somente voltados aos momentos do prazer, nas diversas concupiscências carnais, afogam-se nos seus delitos e pecados. Não dão a mínima para Cristo muito menos para a promessa da sua vinda.
Muitos até fazem chacotas com o nome de Cristo, e da sua Igreja, mas com certeza o fim vem.
Em Atos cap. 1.9 - Quando Cristo estava sendo assunto aos céus, os discípulos estavam com os olhos fitos nele; a resposta dos anjos quanto ao que estavam vendo, diz respeito à promessa feita em ocasiões anteriores por Jesus Mt. 24 e está sendo reafirmada no momento da ascensão “Ele voltará”. Os anjos testemunharam do fato naquele momento.
Hoje em vez de olhar para cima, muitos estão olhando para dentro de si mesmo, querendo fama, glória e poder, esses não tem tempo para olhar para cima e muito menos estão preocupados com esse acontecimento.
  • Pedro adverte seus leitores que nos últimos dias iriam surgir pessoas escarnecedoras e sem temor, que questionariam até mesmo a vinda de Jesus. O apóstolo, porém, diz que o retorno do Mestre não tarda, ainda que o tempo esteja passando sem que aparentemente aos olhos do mundo “nada” esteja acontecendo, porém a Igreja de Cristo por meio da luz do evangelho percebe os sinais que estão se cumprindo a cada instante.
  • O dia do Senhor virá como o ladrão de noite, e isto está relatado nos profetas. A certeza do retorno do Senhor está baseada em suas próprias palavras, e a atitude do crente para com esse evento deve ser de vigilância, pois, pelo fato de não ter uma data específica, muitos poderão ser surpreendidos estando despreparados. Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20). Aquele que prometeu voltar é fiel. “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu”. (Hb 10.23).
 Não importa quanto tempo ainda resta com certeza, o dia do Senhor chegará para todos os seus santos que perseveram na sua vontade e encontrarão com o Senhor nos ares.
O próprio Jesus exemplificou essa situação com a Parábola das dez virgens, para que os seus servos estejam atentos em todos os instantes, é bom sempre ter azeite de reserva nas lâmpadas.
 Como é o Céu, um Lugar Real, Literal?
Este mundo é apenas a ante-sala do próximo, o propósito em Gênesis cogitava isto.
Esta existência é breve e incidental em relação às alturas eternas da próxima. O coração, em seu desejo, anseia por algo melhor, apóia a conclusão que deve haver um lugar para nós após a morte física. “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar- vos lugar. “E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (João 14. 1,2).
Por duas vezes, nos versículos acima, vemos que Jesus chamou o Céu de “lugar”. Realmente, o Céu é um lugar real, literal e físico. É um lugar na presença de Deus, um lugar que Cristo nos está preparando e nos esperando para o seu grande encontro, onde se dará o casamento com a tão esperada noiva.  O Céu é um lugar espaçoso. “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas mãos” (Ap 7.9).   
 Onde fica o Céu?
O Céu fica em cima:
Atos 1.9 “... foi elevado às alturas, à vistas deles...”
II Reis 2.11 “... Elias subiu ao céu num redemoinho”.
II Coríntios 12.2. Paulo foi “... arrebatado até ao terceiro céu...”
II Coríntios 12.4 Paulo foi “... arrebatado ao paraíso...”
João 14.3 “... para que onde eu estiver, estejais vós também”.
Sim com certeza o Céu é um lugar, onde a Trindade está em glória.
Apocalipse 21.3, 4 “... Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.
Como podemos observar o Céu realmente é um lugar glorioso, preparado somente aos que pela fé esperam em Cristo, e não desse mundo, com seus valores desprovidos de Deus. Fala-se de quase tudo nas igrejas, mas pouco se ouve falar do Céu, a nossa tão esperada morada que Cristo foi preparar para nós que esperamos a sua segundo vinda. Quem não se desplugar das ligações deste mundo sofrerá perdas irreparáveis.

I. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO UMA - PROMESSA CONSOLADORA.
1- A ocasião da promessa.
A vinda de Cristo para a Sua igreja será repentina e sem aviso prévio. Nenhum aviso será dado. Porque o que tinha que ser dado já foi. Cristãos não poderão recuperar o tempo perdido no seu serviço nem se envolver com interesses espirituais de última hora. Nem os descrentes terão uma chance final para procurar Cristo.
A volta de Cristo encontrará as pessoas normalmente envolvidas no ativismo cotidiano “Como foi nos dias de Noé...” (Mt. 24. 36 – 44). Isto é esclarecido em várias passagens bíblicas, como a do relato de Jesus sobre os servos esperando a volta do seu senhor que estivera fora assistindo a um casamento. “E sede vós semelhante aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier, e bater, logo possam abrir- lhe. Bem – aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando- se, os servirá. E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília e os achar assim, bem- aventurados são os tais servos”. (Lucas 12.36-38).
 Jesus dá seqüência a esta história com outra sobre um ladrão vindo assaltar uma casa. (Lucas 12.39). A promessa da segunda vinda de Cristo se dará por ocasião repentina sem tempo para se fazer absolutamente nada. Essa ocasião poucos estarão esperando o Senhor Jesus Cristo. Por um lado haverá grande regozijo, mas por outro haverá desespero.
Jesus disse: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém roube a tua coroa”. (Ap 3.11).
Que estejamos todos vigiando, para não sermos deixados para trás nesse mundo terrível, e desumano que a cada dia torna-se mais frio e insensível, sem compromisso de adorador verdadeiro e comprometido com seu reino.
 2- A razão da promessa
O apostolo Pedro emprega sete vezes a palavra “sofrer” e “sofrimento” com referência a Cristo. (I Pedro 1.11; 2.21, 23; 3.18; 4.1, 13; 5.1), encoraja os cristãos a seguirem o exemplo de Jesus. Pedro se regozijava naquilo que uma vez rejeitou (Mt 16.22). O apóstolo usa as mesmas palavras “sofrer” e “sofrimento” nove vezes em referência aos cristãos (IPedro 2.19; 3.14, 17; 4.1, 15, 16, 19; 5. 9, 10).” Para isto mesmo fostes chamados , pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando- vos exemplo para seguirdes os seus passos” (IPedro 2.21). Os homens de Deus deixaram muitos exemplos com suas vidas de oração e santidade, no caminhar nos passos do Mestre.
A palavra traduzida “exemplo” é única no Novo Testamento. O termo original aqui é upogrammos”, e indica um escrito o “original” a ser copiado. Assim, o cristão deve espelhar-se na vida de Cristo, tanto na questão do sofrimento quanto de um modo geral.
  • Cristo nos deixou o padrão a ser seguido. “Ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje, quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava- se àquele que julga retamente” (I Pd.  2.23).
 Jesus não sofreu simplesmente porque o mundo o odiava. Caso fosse verdade, a vida cristã seria pobre e sem sublimidade. “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;” (I Pd. 3.18). O grande alvo de seu sofrimento era a reconciliação do homem com o Criador (I Pd. 2.24).
Ele era justo, reto, sem pecado. Ele não merecia morrer, mas morreu pelos que eram injustos e pecadores, deu a sua vida por nós. O sofrimento de Cristo, embora terrível para Ele, tornou-se salvação para nós. A razão da promessa de Cristo, é o seu próprio sofrimento pelos pecados de toda a humanidade, como disse o profeta Isaías: “... Mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos”. (Isaías 53 6b).
 3- O Consolo da Promessa.
A segunda vinda de Cristo está dentro do plano escatológico, que culminará com a gloriosa vinda de Jesus nos ares, para o tão esperado dia do arrebatamento da igreja. Falar da vinda de Cristo é o mesmo que falar dentro do plano escatológico, quanto ao rapto mais rápido que se possa imaginar, ultrapassa a velocidade dum piscar de olhos, assim será o dia da vinda do Senhor. O consolo da sua promessa é para os que estão esperando, segundo o tríplice agir do verdadeiro cristão, na questão do amor, da fé, e da esperança.
Como epílogo ressoante de um culto solene, a revelação de Jesus Cristo aproxima-se de seu clímax. A primeira visão veio no domingo dia de culto, no qual, os crentes reunidos por costume rogaram a presença do Senhor rescrito para participar junto com eles da ceia do Senhor. “Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,” (Ap 1.10).
 Entender o conteúdo desse texto pode parecer muito difícil, mas não podemos deixar de entender verdadeiro significado de obedecer que está registrado no livro. “Eis que vem com as nuvens e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. (Ap1.7)
A escatologia não tem a missão principal de responder às perguntas suscitadas pela nossa curiosidade, mas sim de incentivar nossa responsabilidade para ouvir os imperativos e “guardar as palavras da profecia”. Cristo vem sem demora (Ap 1. 7-12). O consolo da sua promessa, não cabe a nos saber quando, mas apenas agir com bons servos que aguardam a chegado do seu mestre. O Espírito que habita na igreja (noiva) sempre motiva o povo verdadeiro de Deus a clamar “vem”, o imperativo vindo do coração fiel que ama o seu Senhor.
Porém, a ansiedade que a noiva tem para que venha o noivo não apaga o espírito de evangelização. Os incrédulos são convidados a receber a graça da salvação com igual fervor junto ao pedido para o amado vir. “E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo- me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último”; (Ap 1.17; cf. Is 55. 13). Na ocasião da vinda do noivo, ele trará junto seu galardão, recompensa correspondente às obras de cada cristão, esse é um dos consolos da sua promessa. (Ap 1.12).                       

II - A SEGUNDA VINDA DE CRISTO E A BEM-AVENTURADA ESPERANÇA
1- A afirmação da esperança.
Uma das três virtudes de suma importância na vida do cristão é sem dúvida nenhuma a “Esperança”. Ela percorre muitas epístolas do apóstolo Paulo, endereçada aos cristãos sofredores da época do terrível império que causava tantos malefícios ao povo de Deus. (Rm. 12.12).
Paulo pedia que eles se alegrassem na esperança, e deviam também ser pacientes na tribulação. Esperança, paciência, tribulação, perseverança, oração.
O apóstolo Pedro também falou da esperança. “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo, dentre os mortos”, (IPe 1.3)
O apóstolo Pedro nos falou duma viva esperança; esperança está que só tem aqueles que realmente entregaram-se a Cristo. Do ponto de vista hodierno, isto parece mais uma utopia cristã, haja visto que não estamos vivendo a perseguição do terrível império Romano, mas qual será a causa de tantas aflições no seio das igrejas. Se perguntarmos a muitos não teremos respostas.
 “Há um grande transitar de cristãos, o chamado (Trânsito religioso) podemos dizer talvez, muitos apenas nominais; os que correm atrás da esperança, nas muitas campanhas das sedutoras promessas de abrir portas e mais portas, em meio à confusão doutrinária desses últimos dias estão entrelaçados pelo erro” (II Tm. 4. 1-5).
 Tais pessoas esquecem que o objetivo primordial de Deus, é beneficiar-nos com a promessa de vida eterna. Deus em Cristo há de suprir todas as nossas necessidades. Cristo nos deixou essa promessa para os que almejam o seu Reino: “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6. 33)”. 
A promessa que Cristo nos deixou foi que nunca faltariam estas três coisas: (Mt 6. 31 32).
A teologia da prosperidade cuja origem vem se solo americano trouxe para o Brasil o desvio da verdadeira interpretação das Escrituras Sagradas, usa como tema fundamental para o desenvolvimento de suas campanhas Mateus 6 e o verso 33 desprovido da verdadeira hermenêutica bíblica. Em vez de falar todas estas coisas, verso 33. Diz-se: As demais coisas vos serão acrescentadas, no mesmo verso 33. Pode pedir tudo: Riquezas, casas, carros importados, (...).
Atualmente temos muitos cristãos submergidos nesta hermenêutica capitalista da Bíblia, infelizmente esse veneno tem se espalhado no Brasil e no mundo. Todavia, devemos nos apegar em primeiro lugar ao reino de Deus e a sua justiça, e assim vigiar contra as falsas esperanças.  Dinheiro, poder, fama posição, é o que mais têm atraído aos homens. A esperança da ostentação das medalhas, da posição, do poder, dos holofotes, é terreno escorregadio e muito perigoso.
Aconteceu justamente com o homem mais belo dos ombros acima. Após ter sido empossado “Rei de Israel”, o poder, a fama e a glória o levaram a perder tudo, até mesmo a vida eterna, a qual possivelmente perdeu, ao suicidar-se. A esperança de Saul foi-se embora com a sua ostentação, orgulho etc.
“A afirmação da esperança requer sacrifício e constantes lutas”.
 Ter esperança é transcender na contemplação do infinito, é a paz na guerra, paciência na tribulação, é a alma que chora, implora e ora para não cair em tentação. É a convicção da carreira cristã, posta no coração. Na alegria de um dia ver o esclarecer da alvorada, que ainda que tardar em findar; espere com certeza a vinda de Cristo chegar! Me. Expedito.
 Cristo afirmou a esperança da sua vinda ao instruir seus discípulos e os preparar para a missão proclamadora do seu evangelho. (At 1. 8). Enquanto Ele falava, elevou-se às alturas, perante os seus discípulos. Nesse momento, os anjos lhes reacendem a esperança que jamais se esquecessem do que Jesus lhes dissera antes. (At. 1. 11). Convém lembrar, que nesses últimos dias, tem-se falado muito em anjos de todos os tipos, atuando nas igrejas por aí afora. As palavras que os anjos disseram, foi Jesus que permitiu que falassem, porque já tinha falado antes aos seus discípulos.
Assim como outras promessas do Senhor foram cumpridas, esta também há de se cumprir fielmente: Ele voltará a qualquer momento e será repentino, numa velocidade que até agora
instrumento algum pode medir sua rapidez. Ele virá buscar a sua Igreja gloriosa que ascenderá ao céu de glória, onde tem um lugar reservado para nós. Fica firme! (Ap 3. 11).
 2- A alegria da esperança.
A mensagem de grande alegria que o Senhor Jesus nos deixou, foi que voltaria com certeza para buscar a sua Igreja, perseguida e sofrida neste mundo tenebroso.
A própria Bíblia estabelece que o conhecimento profético é de grande estímulo espiritual. Quer dizer, incentiva o cristão a viver uma vida agradável, de santidade e submissão a Deus. (Rm. 12. 1,2)
Em (I Jo 3. 3), onde se refere à segunda vinda de Cristo, lê-se o seguinte: “E a si mesmo se purifica todo o que Nele tem esta esperança, assim como Ele é puro”.
Jesus também relacionou pureza de vida à segunda vinda em Mateus (16. 24 27), dizendo, “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”; e incentiva com estas palavras,” Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras”.
Também Paulo, em, (Cl. 3. 4,5), persuade-nos, “Quando Cristo que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai pois os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria;”
 As Escrituras relacionam aspectos específicos da vida santa à segunda vinda de Cristo: Uma vida sóbria (ITs 5. 2- 6; IPe 1. 13 e 4. 7), fidelidade no serviço cristão, (Mt 25. 19-21; Lc 12. 42- 44; 19. 12, 13), paciência na provação, (Hb 10. 36, 37; Tg 5. 7, 8), santificação pessoal, (ITs 5. 23), obediência a Deus, (ITm 6. 13, 14), santidade e atitude,(IIPe 3. 11- 13).
Verifica-se mais o íntimo relacionamento que existe entre o conhecimento de profecia e a pureza de vida ao observar os crentes numa congregação normal. Pastores testificam que os membros mais fervorosos e fiéis são aqueles que têm consciência dos eventos dos últimos dias e aguardam a volta de Cristo. Esses cristãos vivem a verdadeira esperança somando-se a alegria de um dia encontrar com o Senhor nos ares.
O crente experimenta a satisfação espiritual ao saber que num futuro próximo, será arrebatado com a sua família cristã, que vivem sob o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. Hoje a esperança da alegria de sair dessa vida para uma incomparavelmente melhor, deixa-nos ansiosos aguardando essa promessa que a todos os santos experimentarão ao subir de encontro com o Senhor Jesus Cristo, esperança e justiça nossa. (Fil. 1.23).
Ele é a nossa verdade e o nosso socorro que sempre está bem presente no viver. “... e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”. (Mt 28. 20 b). Essa é uma promessa de estar junto, de viver junto, e de andar junto, Jesus não disse que estaria, mas estou, é o Deus presente todos os instantes da nossa vida.
 3- O aguardo da esperança.
 “Acautelai-vos que ninguém vos engane...” Mas infelizmente muitos estão sendo enganados pelas diversas seitas que pregam um evangelho barato, sem sangue e sem vida. O aguardo da esperança não pode ser de maneira displicente, os sinais  da vinda de Cristo, demonstram a necessidade de se precaver.
Os sinais que precederão a sua vinda.
São sinais que estão previstos nas Escrituras Sagradas.
  1. Falsos cristos e falsos profetas (Mt 24,5). Nunca houve tantos falsos cristos e falsos profetas com em nossos dias. Aparentam fé, pureza e espiritualidade, mas na prática não demonstram essas virtudes; são incrédulos, desonestos e infiéis.
  2. Sinais de guerras e rumores de guerras (Mt 24, 6). Rumores são as guerras frias, guerras de nervos para amedrontar e influenciar psicologicamente as pessoas. São as mais terríveis guerras, pois causam aos homens constante ansiedade e intranquilidade. O mundo vive inseguro e sobressaltado pelos constantes anúncios de motins e guerrilhas estourando por toda parte.
  3. Fomes, pestes, angústias, traições e o aumento desenfreado de crimes em toda parte apavoram os homens, que não têm mais tranqüilidade nas ruas de suas cidades e em seus próprios lares. Vivemos na época dos tranquilizantes para dormir.
  4. A multiplicação da iniquidade. O pecado alastra-se de forma exacerbada e cada momento. A televisão só se ocupa em programas nada recomendáveis, onde a depravação do sexo é a principal motivação. A pornografia está estampada em cada esquina através de revistas e jornais, que expõem mulheres desnudas servindo de estímulo sexual ilícito e imoral.
Pode parecer-nos que a iniquidade já chegou aos extremos possíveis. Mas haverá um estágio mais intenso. Será uma iniquidade franca, pública, abundante e não tolhida pela lei. Esses e muitos outros sinais evidenciam a brevidade do tão almejado arrebatamento da Igreja.
 Vejamos o que disse o Senhor Jesus: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima” (...) Olhai para a figueira e para todas as árvores. Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer essas coisas, sabei que o Reino de Deus está perto” (Lc 21.28- 31).
Todos os crentes que são conhecedores da Palavra de Deus sabem o quanto se faz necessário ficar de sobre aviso, quanto aos acontecimentos a nossa volta. Aguardar a esperança deve-se ao fato de estarmos convictos, agradando ao Senhor Jesus, fazendo a sua vontade e glorificando a Deus. A promessa da sua vinda não passará sem acontecer, porque está escrito: passarão os céus e aterra, mas as palavras do Senhor Jesus não passarão como Ele mesmo deixou escrito para nossa futura esperança.

III - A SEGUNDA VINDA DE CRISTO A VITÓRIA DA REDENÇÃO.
 1- O alcance da redenção.
Diz as Escritura que o mesmo Senhor descerá do céu. O apóstolo Paulo deu ênfase ao dizer que o Senhor viria nas nuvens com poder e grande glória, para arrebatar o seu povo, os que estão esperando o seu chamado.
O reino de Deus abrangerá toda a terra habitada, mas não significa que todos serão salvos. Só subirão ao encontro do Senhor os que estiverem firmes no seu propósito de testemunho e serviço.
Jesus dará ordem aos seus anjos para que reúnam os remidos de toda a terra para o encontro com Ele sobre as nuvens. “O Mesmo” em quem a Igreja tem confiado se encontrará com ela naquele dia especial.
O mesmo poder transformador dos corpos dos que morreram no Senhor e naquele dia hão de ressuscitar, atuará nos corpos dos vivos naquele dia. Paulo declarou: “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados” (ITs. 4. 17). “Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” (I Co. 15. 51).
 Quase que simultaneamente será a ressurreição dos mortos em Cristo, os vivos em Cristo ouvirão a voz do arcanjo, serão transformados e arrebatados ao encontro do Senhor nos ares. Os corpos mortais serão revestidos de imortalidade, porque nada terreno ou mortal poderá entrar na presença de Deus. Será o poder do Espírito Santo sobre a matéria (I Co. 15. 53,54). O arrebatamento dos vivos implica tirá-los do período terrível da Grande Tribulação. O alcance da redenção será de proporções espetaculares abrangendo toda a terra, assegurando a bem-aventurada redenção em Cristo.
 2- A vitória da redenção.
A vitória da redenção precisa ser definida em termos de universo, a situação do tempo presente na vinda do Senhor, não é apenas contemplar a sua pessoa bendita, e sim subir ao seu encontro nas altas nuvens.
Em I Tessalonicenses 4. 17 a palavra arrebatar tem o sentido de erguer, retirar furtivamente, transferir, mudar de lugar. O arrebatamento da Igreja é o translado sobrenatural dos santos da terra para o céu. Ora a Igreja que é simbolizada como uma esposa preparada pelo Espírito Santo para o encontro com o esposo, Jesus (Ef 5. 25-27).
Parousia e Epiphanéia - são as palavras gregas mais encontradas no Novo Testamento relativo à segunda vinda de Cristo. Parousia quer dizer: presença chegada rápida, visita, e ocorre nas Escrituras 24 vezes, para descrever o retorno de Cristo em referência ao arrebatamento da Igreja. (I Ts. 4. 17).
 Já o termo Epiphanéia significa manifestação, vir à luz, resplandecer ou brilhar e refere-se à segunda fase da vinda de Cristo quando Ele voltará a terra visivelmente com a sua Igreja. É a volta pessoal de Cristo à terra que acontecerá como uma manifestação visível e gloriosa (II Ts. 2.8).
Epiphanéia - é um termo que específica a volta de Cristo sobre a terra de modo mais direto, porque diz respeito à sua manifestação pessoal ao mundo. No arrebatamento todos os santos desfrutarão do privilégio da vitória da redenção, será o momento mais importante que jamais houve na história universal da humanidade. Para os que estiverem vivos serão transformados, que se concretizará ao toque da última trombeta. Que som será esse que todos ouvirão, mas nem todos se alegrarão naquele glorioso Dia. “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. (ICo 15 52) Que possamos aguardar esse tão esperado Dia com a graça salvadora irresistível que Deus nos proporcionou em seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!
 CONCLUSÃO.
A promessa da segunda vinda de Cristo, sem dúvidas será o mais esperado acontecimento de todos os tempos. É a concretização da nossa fé, amor e esperança. O mundo secularizou-se no seu imaginário desprovido de Deus, vivem a mercê da sua própria sorte, e ainda zombam da proposta de redenção que há somente em Cristo Jesus. Questionam a sua vinda e a tem por demorada, levando muitos a descrerem no amor de Deus que se prontificou a amar o mundo de tal maneira dando seu Filho para redimir a raça caída dos seus pecados e delitos.
Entre as últimas palavras estão as da sua volta: “Eis que presto venho!” (Ap 22.7,12). Os zombadores podem dizer: “Onde está a promessa da sua vinda?” (IIPe 3.4). Devemos, porém nos lembrar, que Deus não considera o tempo da mesma maneira que o homem: “Um dia para o Senhor é com mil anos e mil anos, como um dia” (II Pd. 3.8). O bom cristão é aquele que se ocupa no serviço do Mestre, cumprindo as tarefas que Ele nos confiou até que Ele volte (Mt. 13. 33 34: Lc. 19. 13). Devemos, pois, estar em alerta e vigilantes, cada um em sua própria posição (Mt. 24. 45- 51; Mc. 13 32- 37; Lc. 21. 29- 36). Aguardando o glorioso dia da volta do Senhor Jesus.
Aquele que professa uma religião formal, fria, sem vitalidade e sem fé, mesmo estando arrolado em uma igreja evangélica, poderá ficar aqui para o sofrimento da Grande Tribulação. O essencial é que todo cristão viva a cada dia firme na esperança da vinda de Cristo. “Estar em Cristo” é tê-lo no coração, permanecendo fiel a doutrina das Escrituras a qual tem poder para transformar o mais vil pecador em um homem apto para viver em sociedade, íntegro de caráter e santidade. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte”. Amém! (Ap 2. 11).
 
                                                                                    
Evangelista- Mestre -  Expedito Darcy da Silva.

 Bibliografia
WOOD, Leon J. A Bíblia e os Eventos Futuros, 2ª- Ed. – São Paulo: Imprensa Batista Regular, 2003.
SHEDD, Russell P. Escatologia do Novo Testamento, 3ª- Ed. – São Paulo: Vida Nova, 2006.
ALLISON, Aroldo B. A Doutrina das Últimas Coisas, 4ª- Ed. – São Paulo: Imprensa Batista Regular, 2002.
Lições Bíblicas CPAD. Escatologia.


quarta-feira, dezembro 10, 2014

O QUE É PREGAÇÃO PENTECOSTAL?

As práticas Kerigmáticas estão relacionadas com os acontecimentos que envolvem o culto nesse caso, o culto pentecostal. Kerígma significa proclamação, entre outros significados. Convém ressaltar que, a pesquisa tratará sobre o Kerígma da Palavra, que envolve o conceito de pregação, estilo, tema e duração da pregação.
A Pregação Pentecostal na visão de muitas pessoas deveria ser pregada como a pregação de Pedro cheio do Espírito Santo no dia de Pentecostes sendo Pedro um dos maiores pregadores que existiu na história da Igreja Cristã Judaica, antes de entrarem os gentios porque até aquele momento a Igreja era judaica. Mas a partir de Cornélio a Igreja passou por sérias mudanças, porque as portas da Igreja de certa forma foram abertas aos gentios (Atos10), embora houvesse grande resistência por parte de Pedro contra a entrada dos gentios na Igreja, Mas o propósito de Deus foi cumprido.
No capítulo 11 de Atos se torna oficial a Igreja permitir o acesso dos gentios em Antioquia da Pisídia, onde os irmãos são chamados pela primeira vez de cristãos, v. 26. Essa Igreja a princípio era constituída de cristãos. Segundo Halley (1970, p. 502) diz que a Igreja foi “fundada pouco depois do apedrejamento de Estevão, pelos cristãos que foram dispersos pela perseguição que se seguia, começou sendo exclusivamente de cristãos de raça judaica, v.19.” Pedro comenta aos irmãos o fato ocorrido a respeito de Cornélio. As autoridades da Igreja, convencidas pelas provas de que Pedro levara para mostrar que a conversão de Cornélio era obra de Deus, aprovaram também esta obra, e enviaram Barnabé com as bênçãos da Igreja-mãe, e a partir de então entram muitos gentios, v.24. (HALLEY, 1970, p. 502).
Na opinião de Moen a pregação pentecostal tem a seguinte conotação: ele parte do pressuposto dizendo que: “Eu ouço um som, como de um vento veemente e impetuoso, que enche todo o auditório e continua dizendo”:
Quais são os elementos da pregação pentecostal? São distintos de outros tipos de pregação pentecostal? Há diferença de estilo ou substância dos sermões entregues na igreja tradicional ou mesmo na igreja evangélica? Eu sustento que vai muito além dos fatores emocionais. Observo três distintivos que se relacionam com a pregação pentecostal: a unção, a estrutura do sermão e a pregação por resultados. (TRASK, 1999, p. 638, 639 apud MOEN).
A seguir Moen dá algumas orientações, mas poucos pentecostais lêem ou sabem sobre o que ele está falando, ou seja, a respeito da introdução do sermão:
Há três propósitos básicos para a introdução de um sermão: obter atenção, apresentar a proposição ou o tema e criar interesse. Seja extremamente cuidadoso em seus comentários introdutórios. Tenha cuidado para evitar ser repetitivo. Evite a improvisação – o resultado pode ser uma observação ofensiva que não foi devidamente considerada. Não leia o texto de diversas traduções diferentes – fica enfadonho. E não leve muito tempo para chegar ao corpo da mensagem. (TRASK, 1999, p. 639 apud MOEN). (grifo meu).
Schneider disse que: Pedro pregou uma prédica, sendo que a prédica surgiu no Antigo Testamento e perdurou até no dia em que Pedro pregou e prossegue até os dias de hoje. O que nós temos em comum com o Pentecostes de Jerusalém é a manifestação do Espírito Santo que continua distribuindo pela graça os dons aos cristãos, como no caso da glossolalia que se considera como o ponto culminante até para consagração de um obreiro ao cargo ministerial, ou para se provar que a pessoa recebeu o batismo do Espírito Santo conforme a ideia de Charles Fox Parham, que não pode ser considerada como doutrina porque não tem respaldo bíblico, Paulo poderia criar uma doutrina semelhante à de Parham, mas não fez.
Reiterando essa questão do batismo com o Espírito Santo, no auge da reviravolta em que o movimento pentecostal ganhava força, partiu de Parham a ideia de que as línguas eram a “evidência bíblica” do batismo no Espírito Santo. (SYNAN, 2009, p. 18).
O Dr. Billy Graham se posiciona dessa forma: “A maneira com que as Escrituras usam a palavra batismo mostra que ele é algo inicial, tanto no caso do batismo com água como com o Espírito, e que não se repete”. Não achei nenhum versículo bíblico com uma repetição do batismo com o Espírito. “Pois em um só Espírito, todos nós fomos batizados em só corpo”. (1 Cor. 12:13). O original grego deixa claro nesta passagem que o batismo do Espírito é uma ação completa, no passado. (GRAHAM, 1995, p. 62).
A grande questão que se discute em torno do conceito de ser cheio do Espírito Santo e ser batizado no Espírito Santo precisa ser revista, ou seja, precisa haver distinção, porque no entendimento pentecostal, têm surgido grandes questionamentos, quanto à exata definição.
Vejamos a definição de Eby sobre ser cheio e ser batizado pelo Espírito Santo para tirarmos as nossas conclusões.
Em Efésios 5:8 ordena que você se encha do Espírito Santo, assim como a embriaguez, trará a influência do Espírito Santo a cada área de sua vida. Você se submeterá ao controle do Espírito. Você se entregará a Ele de forma que sua vida seja dominada por Sua influência. Você voluntariamente se despirá do pecado orgulhoso e alegremente vestirá a obediência humilde. Encher-se do Espírito Santo envolve trabalho continuado, gradual e progressivo da santificação através da qual o Espírito Santo capacita “cada vez mais morrer para o pecado e viver para a retidão”.
O enchimento do Espírito Santo não é o ato soberano e de uma vez por todas do batismo no Espírito Santo que inicialmente traz os pecadores a Cristo. O batismo no Espírito Santo dá um coração novo de carne, removendo o coração de pedra (Ezequiel 36: 26). (EBY, 2001, p.111).
Essas diferenças ainda existem no meio pentecostal, mas o nosso pentecostalismo surgiu declaradamente em 1906, desse período em diante teve início o movimento pentecostal como uma nova liturgia de culto. Pregação pentecostal, necessariamente não está baseada em o Pentecostes de Jerusalém, porque até agora não se viu um pregador como Pedro considerado como iletrado, mas que pregou cheio do Espírito Santo com toda a sabedoria do alto. Hoje tem muitos gritadores sensacionalistas, mas de fato temos pouquíssimos pregadores pentecostais de verdade, que pregam mensagens bíblicas de verdade, sem querer causar o sensacionalismo para que o suposto fogo caia sobre a igreja. Muitos pregadores estão pregando para agradar a Igreja e não a Cristo. Segundo o estilo desses pregadores, fogo envolve gritos e barulhos ensurdecedores, mas o fogo sobrenatural do Espírito Santo salva o pecador da condenação eterna, purifica, regenera e edifica sua vida, sem necessariamente haver sessão de gritaria, ou qualquer ação contrária ao bom senso. Igreja é lugar para adoração, edificação, meditação e reflexão para edificação das vidas em Cristo.
O culto pentecostal está repleto de manifestações verbais envolvidas com forte ênfase na questão emocional dos membros participantes, e o sermão em alguns casos não significa o ponto central do culto devido a falta de consideração para com o preparo da pregação, e a pregação, como já era de se esperar o improviso predomina na maioria das vezes.
Na opinião de Cesar; Shaull, quanto à pregação pentecostal diz:
Nem sei se pode falar de sermão num culto pentecostal, uma vez que toda a liturgia parece ter a mesma ênfase, a mesma força doutrinária e catequética. Na verdade, a palavra vai além do sermão, complementa-se nos demais atos do culto e significa mais do que exegese de um texto bíblico – muitas vezes apenas um pretexto para repisar o compromisso do dízimo, da evangelização ou de normas de condutas dos crentes. De toda maneira, a pregação é um ponto alto, cujo tema central é a luta contra o mal através da santificação pessoal. (CESAR; SHAULL, 1999, p. 72).
Quanto à correta definição de pregação. North comenta que: “A melhor definição de pregação foi dada por Phillips Brooks: “Pregação é a comunicação da verdade, do homem para os homens””. “Ela contém dois elementos essenciais – verdade e personalidade”.
“Esta definição revela muito com respeito à grandiosidade quase incompreensível da responsabilidade do pregador”. Tudo que for acrescido aos “oráculos de Deus”, não pode ser considerada como uma verdadeira pregação. A grande responsabilidade conferida ao pregador que tem por obrigação comunicar a mensagem da Palavra de Deus e não a sua. (NORTH, 2000, p.12).

Pregar não é somente expor os fatos relacionados com as Escrituras de forma aleatória, (improvisada) deve-se definir de antemão o que vai ser pregado. Robinson; Larson (2009, p. 26) nos fornece uma definição da exposição bíblica apresentando uma defesa da mesma. Segundo se explica as duas estão vinculadas entre si, e a “defesa da exposição bíblica deve ser achada em sua definição”. Tudo que o pregador tem a falar deve ser voltado a Bíblia. “Aqui, então, será a definição: Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado com tal fidelidade e sensibilidade que a voz de Deus seja ouvida e seu povo lhe obedeça”. Porém, esse conceito não se aplica a Pregação Pentecostal de Improviso, onde o pregador fala o que bem lhe interessar em suas divagações, sem se importar como o sentido exato do texto bíblico. (Dissertação de Mestrado Me. Expedito).

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