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sábado, maio 16, 2015

EVANGELISMO COM OS JOVENS DA IGREJA

Evangelismo prático
O ato de evangelizar parece ser simples se levarmos em conta somente a nossa fé, nossa vida de oração e algumas coisas relacionadas com a vida espiritual, mas têm outros detalhes a serem observados. Dessa forma pensamos que tudo dará certo. Muito bem até podemos concordar com esse argumento, que por sinal é muito bom, porém não é suficiente.
Evangelizar não depende somente da nossa fé, da nossa oração tão somente e até mesmo de uma vida espiritual equilibrada, é preciso saber os meios corretos para que tenhamos um trabalho correto e produtivo. Tudo que foi dito faz parte da nossa jornada cristã. Mas é preciso também conhecer métodos e técnicas de como evangelizar.
Evangelismo Público
Evangelismo um nome muito conhecido, porém, pouco praticado, ou se for praticado, ainda que seja de maneira simples pode surtir grandes efeitos. Por que a Palavra de Deus não torna vazia, mas é preciso saber como manuseá-la.
Fazer um plano ou um treinamento sobre evangelismo parece algo desnecessário, mas ainda não é o suficiente. Muitos pensam assim, por que é sabido que o Espírito Santo é o responsável pela salvação do pecador através do convencimento do pecado instalado na vida da pessoa que está sendo evangelizada.
Muito bem, tudo isso é verdade, mas se pararmos para pensar o Senhor Jesus Cristo preferiu preparar seus discípulos para depois enviá-los para a grande obra que todos nós conhecemos.
Sabendo que o assunto é muito vasto, (inesgotável), sendo assim esse curso é apenas um dos muitos recursos que apresentamos para a amada igreja. Estamos cientes que todos os cursos teóricos são muito bons, mas se pudermos acrescentar um pouco de prática ele se tornará melhor e objetivo, dentro da proposta maior que é a salvação das almas perdidas sem Cristo.
Obstáculos a Evangelização.
Não seria possível classificar todos os obstáculos que se opõem aos que desejam evangelizar. Exemplos: Falta de fé, falta de oração, falta de amor pelos perdidos, falta de vontade, falta de conscientização (...). Um dos piores obstáculos é a falta de leitura na Bíblia e de bons livros sobre evangelização e secular também. Quem lê sabe mais!
Pescaria sem Peixes
Todos nós sabemos que é possível pescar sem, no entanto pegar nenhum peixe, quem já passou por essa experiência sabe o quanto é frustrante voltar sem pescar se quer um. Considerando que a Bíblia trata os pecadores como peixes (homens) no sentido metafórico.
O Senhor Jesus Cristo convidou e ordenou que os seus novos discípulos fossem pescadores de homens. Jesus também é o Mestre por excelência na arte de fazê-lo. Ele nos garante êxito nessa árdua tarefa de pescar. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no”. (Mt. 4: 19).  Isto não significa necessariamente que se converta cada pessoa que estivemos evangelizando. Hoje algumas igrejas estão mais preocupadas em contemplar os relatórios numéricos do que ver as almas entrando nas águas batismais e depois se ingressando na Igreja de Cristo.
Este fato de não haver conversões aconteceu até com o Senhor Jesus Cristo. E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei, para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom, senão um só que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.
Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me. E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades”. (Mt. 19: 16-22).
O mesmo se pode dizer-se dos apóstolos, (neste caso Paulo). Mas os judeus desobedientes, movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos dentre os vadios, e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e, assaltando a casa de Jasom, procuravam tirá-los para junto do povo”. E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez”. (At. 17: 5, 32).
Mais uma vez a pregação de Paulo não surtiu o efeito esperado. “Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo e, desde agora, parto para os gentios”. (At. 18: 6).
Nem todos estavam interessados no que Paulo estava pregando, isso pode acontecer conosco.
E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de Deus. Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano”. (At. 19: 8, 9).
Quanto a nossa pregação não surtir o efeito no momento desejado, a nossa missão foi cumprida, mas cada pecador que ouve o Evangelho terá que prestar contas da sua ignorância, da sua indiferença, não perante nós, mas diante de Deus. O apóstolo Paulo escreveu: E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes, certamente, cheiro de morte para morte; mas, para aqueles, cheiro de vida para vida. E, para essas coisas, quem é idôneo”? (conveniente, adequado). (IICo. 2: 14-16).
O Espírito Santo e o Evangelismo
O Senhor Jesus Cristo disse que, quando o Espírito Santo viesse sobre os Seus discípulos, eles seriam testemunhas dEle. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. (At. 1: 8).
O Senhor Jesus também no Evangelho segundo (João: 20, 21, 22). “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”.
Podemos notar claramente a relação e a recepção do Espírito Santo e o testemunho de Cristo.
Portanto, todo aquele que por fé em Cristo, recebe o dom do Espírito Santo, também há de buscar os perdidos e explicar-lhes como serem salvos.
Por que Evangelizar?
Um dos motivos principais para nos ocuparmos com a evangelização entre outras atividades é a glória de Deus. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus”. (ICo. 10: 31).
Também por ter sido ordenado pelo Senhor Jesus Cristo. Portanto, (logo, imediatamente) ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado;” (Mt. 28: 19, 20b). Também como gratidão pela nossa salvação.
Três Maneiras de Evangelizar as Pessoas
Pessoalmente: Quando saímos para evangelizar às vezes nos deparamos com pessoas, algumas com muito conhecimento, neste caso precisamos estar preparados, com oração e com a Palavra. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga: mas quando Priscila e Áquila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus”. (At. 18: 26).
Publicamente e de Casa em Casa: No evangelismo público e de casa em casa precisamos fazer de duas maneiras: Primeiro anunciar, segundo ensinar em público e nas casas.
Evangelizar Constantemente: Estar em sintonia constante com Deus em oração e meditação na Palavra. à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso”: (ICo. 1: 2).
O crente evangelista precisa ter sua particularidade com Deus. Para isso é preciso também estar preparado na Palavra. “Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. (IITm. 2:15).
Como Evangelizar as Pessoas Individualmente
Como é sabido o primeiro requisito é a conversão sincera e o bom testemunho como cristão, ser responsável no que diz e faz. Ter uma vida de comunhão com o Espírito Santo, mesmo que você não fale em línguas nada impede que você seja cheio do Espírito Santo.
Uma das grandes falhas no evangelismo público e pessoal é a falta de estrutura bíblica e organizacional. O líder de evangelismo ajunta alguns jovens colocando em suas mãos um montão de folhetos e todos saem pelas ruas evangelizando. De início começam errado.
Primeiro passo, Conscientização. O que Fazer.
A liderança dos jovens precisa conscientizar a igreja como fazer. Para isso é preciso um programa de treinamento exaustivo antes de sair a evangelizar, além de ser um trabalho estruturado evita-se muitos constrangimentos, ao se deparar com pecadores experientes na Palavra, ou seitas que estão preparadas para rebater quaisquer argumentos. Jesus preparou seus apóstolos antes de enviá-los.
Segundo passo Necessidade. Como fazer.
O pastor ou o líder dos jovens deve prepará-los com curso básico em como fazer o evangelismo. Poderíamos das algumas sugestões, mas cada líder pode acrescentar as suas também, desde que tenha um pouco de conhecimento bíblico e sobre o trabalho de evangelismo.
Sabemos que não é fácil segurar um jovem em qualquer tipo de curso, mas os que estiverem prontos a serem treinados precisam de algumas orientações. Algumas atitudes a serem tomadas para fazer o trabalho de Evangelismo
ü  Primeira atitude. Consagração: Pode ser um dia reservando algumas horas com orações, jejuns, e louvores (sem excesso de barulhos) todos reunidos por um período na igreja, consagração com reflexão no sentido do alvo.

ü  Segunda atitude. Meditação. O líder de antemão deve separar os textos bíblicos que servirão para o evangelismo. Esses textos precisam ser memorizados pelos jovens. Depois é preciso fazer simulações como se estivessem evangelizando os descrentes. Para isso escolha os pares e façam o treinamento. Não se deve fazer isso de qualquer maneira, mas com muita seriedade, o Espírito Santo estará presente nesse treinamento, dando o suporte espiritual.
ü  Terceira atitude. Pessoal. Todos indistintamente devem se portar nas ruas: sem barulhos falar ou cantar alto, vestes evitem as sensuais, cabelos limpos e bem cuidados, unhas limpas e bem cuidadas, perfumes maneirado, dentes e o mau hálito escove-os, cuidado com temperos fortes como alho, cebolas, leve consigo balas de hortelã, mas não fique mascando chicletes, ou qualquer outra coisa, palavreado cuidado com gírias ou mau português, gestos comporte-se com decência, olhar sem malícia, intimidade cuidado com a (o) namorada (o), namore depois, cuidado com intimidade com o pecador (a), tempo seja prático, saber falar e saber ouvir, deixar Deus falar e agir, não forçar o pecador (a) a conversão, evitar receber nada das suas mãos, não segurar nada do pecador, não entrar sozinho em sua casa, andar sempre de dois em dois, não se ausentar dos irmãos, conhecer bem o folheto, ter uma variedade de folhetos, escolher folhetos com poucas letras, mas objetivo, o correto é comprar os seus folhetos escolhendo-os, ler o folheto com o pecador (a), se possível pedir para ele ler, se ele não quiser pegar o folheto não insista, se ele pegar e jogar fora não diga nada, se ele quiser discutir religião, não discuta, se ele for de outra igreja despeça com educação e vá embora, evitar brincadeiras com as pessoas, jovens gostam de brincar aqui não é lugar para isso. O Espírito Santo estará sempre próximo de vocês.
Terceiro Passo Definição. Prontos para Fazer.
ü  Plano da Salvação Segundo a Carta aos Romanos.
Existem várias versões do Plano de Salvação, todas com seus méritos. Aqui transcrevemos a que nos parece melhor para uso dos jovens evangelistas.
 “Não há um justo, nem um sequer”. (Romanos 3.10).
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. (Romanos 3.23).
“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passa a todos os homens por isso que todos pecaram”. (Romanos 5.12).
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Romanos 6.23).
“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue seremos por ele salvos da ira”. (Romanos 5.8, 9).
            “e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos”. (João 10: 28).
“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. (Romanos 10.9,10).
“Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome,” (João 1: 12).
Podemos Também Usar Três Textos Adicionais.
I João1: 10 “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.
Apocalipse 3: 20. “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo”.
I João 5: 10-13. “Quem crê no Filho de Deus em si mesmo tem o testemunho; quem em Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.
Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus”.
Alguns Erros que Devemos Evitar
Devemos evitar falar da relação do evangelizado e a sua perdição sem Cristo, usando palavras puramente humanas, ou testemunhos de vida, sem se quer deixar um versículo bíblico. Isso só irá afastá-la ainda mais, em vez de ganhá-la.
Constitui-se também um erro contar os convertidos ganhos superficialmente, sem ter uma prova de sua confirmação. Por exemplo, de dez convertidos, quantos chegam ao batismo nas águas e se firmam na Igreja?
Não sabemos quando uma conversão é real operada pelo Espírito Santo. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”. (At. 2: 41,42).
Deixe o Espírito Santo Falar
Os melhores pescadores que temos conhecidos aprenderam que a obra pessoal de evangelismo não consiste em falar demais aos ouvidos das pessoas. É preciso deixar que o pecador fale, pergunte, questione, mas também deixar que o Espírito Santo fale ao coração do pecador.
Diga a ele que só há um Mediador que é Cristo: Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo;” (ITm. 2: 5, 6). A salvação é só em Cristo. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. (IJo. 5: 11,12). Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.
Deixe o Pecador Pensar um Pouco
Quando falamos um versículo bíblico, temos que dar tempo para o pecador refletir, tirar suas conclusões, nesse intervalo o Espírito Santo estará convencendo-o a conversão, e não o irmão que está tentando convencê-lo com suas palavras e insistências puramente humanas.
Sem o convencimento do Espírito Santo não haverá nenhuma possibilidade de conversão do pecador sem Cristo. (Jo. 16: 8-11). Deixemos que Ele o faça.
Decisão do Pecador por Cristo
Não sabemos do coração do pecador (a), mas não podemos duvidar de nada que ele disser, para isso precisamos estar firmes e em comunhão com o Espírito Santo na hora da sua decisão.
O que Fazer nessa Hora.
Assim que ele se decidiu e você entende que Deus trabalhou no que você pregou para ele, mesmo assim é preciso de uma confissão da parte dele.           Ore junto com ele
Dirija-se a ele dizendo assim irmão (ã) você pode repetir comigo essas palavras confirmando a sua decisão por Cristo diante de nós como testemunhas e perante Deus, diante da sua decisão. Se Ele (a) disser sim. Peça que repita essas palavras. “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. (Romanos 10.9,10).

Oração com o novo convertido
Geralmente o lugar é público. Tome o cuidado para não causar tumulto orando em voz alta. Peça para a pessoa repetir. Essa oração, mas na hora você pode criar a sua. Senhor Jesus a partir da minha decisão perdoa todos os meus pecados, me sustenta em suas mãos, me livra de todos os males. Escreve meu nome no seu Livro da Vida. Amém!
Após a Decisão do Pecador por Cristo. O que Devemos Fazer?
Após terminar de evangelizar as pessoas e se essa pessoa se converteu, tome o máximo de cuidado com ela, não se esqueça de lhe dar assistência espiritual, ou seja, acompanhá-lo sempre que for possível, com visitas e orações em sua casa, mas certifique-se antes se não vai haver obstáculos em visitá-la.
Considerações finais
Agora que você está ciente de algumas orientações básicas, é lógico que existem umas infinidades delas, mas essa é uma que se for trabalhada de conformidade com o que foi dito, pode ser um bom começo.
Toda preparação que for feita deve-se levar em conta o desejo sincero para agradar a Cristo e não o pastor ou o líder do evangelismo, isso é secundário.
Se você não estiver preparado é bom tomar algumas providências para não ter nenhum tipo de problemas, não se esqueça que além da oração, jejum, meditação na Palavra de Deus, ainda estará faltando o treinamento teórico e prático. Faça tudo da melhor maneira possível.






segunda-feira, maio 11, 2015

O QUE É PREGAÇÃO PENTECOSTAL?

As práticas Kerigmáticas estão relacionadas com os acontecimentos que envolvem o culto nesse caso, o culto pentecostal. Kerígma significa proclamação, entre outros significados. Convém ressaltar que, a pesquisa tratará sobre o Kerígma da Palavra, que envolve o conceito de pregação, estilo, tema e duração da pregação.
A Pregação Pentecostal na visão de muitas pessoas deveria ser pregada como a pregação de Pedro cheio do Espírito Santo no dia de Pentecostes sendo Pedro um dos maiores pregadores que existiu na história da Igreja Cristã Judaica, antes de entrarem os gentios porque até aquele momento a Igreja era judaica. Mas a partir de Cornélio a Igreja passou por sérias mudanças, porque as portas da Igreja de certa forma foram abertas aos gentios (Atos10), embora houvesse grande resistência por parte de Pedro contra a entrada dos gentios na Igreja, Mas o propósito de Deus foi cumprido.
No capítulo 11 de Atos se torna oficial a Igreja permitir o acesso dos gentios em Antioquia da Pisídia, onde os irmãos são chamados pela primeira vez de cristãos, v. 26. Essa Igreja a princípio era constituída de cristãos. Segundo Halley (1970, p. 502) diz que a Igreja foi “fundada pouco depois do apedrejamento de Estevão, pelos cristãos que foram dispersos pela perseguição que se seguia, começou sendo exclusivamente de cristãos de raça judaica, v.19.” Pedro comenta aos irmãos o fato ocorrido a respeito de Cornélio. As autoridades da Igreja, convencidas pelas provas de que Pedro levara para mostrar que a conversão de Cornélio era obra de Deus, aprovaram também esta obra, e enviaram Barnabé com as bênçãos da Igreja-mãe, e a partir de então entram muitos gentios, v.24. (HALLEY, 1970, p. 502).
Na opinião de Moen a pregação pentecostal tem a seguinte conotação: ele parte do pressuposto dizendo que: “Eu ouço um som, como de um vento veemente e impetuoso, que enche todo o auditório e continua dizendo”:
Quais são os elementos da pregação pentecostal? São distintos de outros tipos de pregação pentecostal? Há diferença de estilo ou substância dos sermões entregues na igreja tradicional ou mesmo na igreja evangélica? Eu sustento que vai muito além dos fatores emocionais. Observo três distintivos que se relacionam com a pregação pentecostal: a unção, a estrutura do sermão e a pregação por resultados. (TRASK, 1999, p. 638, 639 apud MOEN).
A seguir Moen dá algumas orientações, mas poucos pentecostais lêem ou sabem sobre o que ele está falando, ou seja, a respeito da introdução do sermão:
Há três propósitos básicos para a introdução de um sermão: obter atenção, apresentar a proposição ou o tema e criar interesse. Seja extremamente cuidadoso em seus comentários introdutórios. Tenha cuidado para evitar ser repetitivo. Evite a improvisação – o resultado pode ser uma observação ofensiva que não foi devidamente considerada. Não leia o texto de diversas traduções diferentes – fica enfadonho. E não leve muito tempo para chegar ao corpo da mensagem. (TRASK, 1999, p. 639 apud MOEN). (grifo meu).
            Schneider disse que: Pedro pregou uma prédica, sendo que a prédica surgiu no Antigo Testamento e perdurou até no dia em que Pedro pregou e prossegue até os dias de hoje. O que nós temos em comum com o Pentecostes de Jerusalém é a manifestação do Espírito Santo que continua distribuindo pela graça os dons aos cristãos, como no caso da glossolalia que se considera como o ponto culminante até para consagração de um obreiro ao cargo ministerial, ou para se provar que a pessoa recebeu o batismo do Espírito Santo conforme a ideia de Charles Fox Parham, que não pode ser considerada como doutrina porque não tem respaldo bíblico, Paulo poderia criar uma doutrina semelhante à de Parham, mas não fez.
            Reiterando essa questão do batismo com o Espírito Santo, no auge da reviravolta em que o movimento pentecostal ganhava força, partiu de Parham a ideia de que as línguas eram a “evidência bíblica” do batismo no Espírito Santo. (SYNAN, 2009, p. 18).
            O Dr. Billy Graham se posiciona dessa forma: “A maneira com que as Escrituras usam a palavra batismo mostra que ele é algo inicial, tanto no caso do batismo com água como com o Espírito, e que não se repete”. Não achei nenhum versículo bíblico com uma repetição do batismo com o Espírito. “Pois em um só Espírito, todos nós fomos batizados em só corpo”. (1 Cor. 12:13). O original grego deixa claro nesta passagem que o batismo do Espírito é uma ação completa, no passado. (GRAHAM, 1995, p. 62).
            A grande questão que se discute em torno do conceito de ser cheio do Espírito Santo e ser batizado no Espírito Santo precisa ser revista, ou seja, precisa haver distinção, porque no entendimento pentecostal, têm surgido grandes questionamentos, quanto à exata definição.
Vejamos a definição de Eby sobre ser cheio e ser batizado pelo Espírito Santo para tirarmos as nossas conclusões.
Em Efésios 5:8 ordena que você se encha do Espírito Santo, assim como a embriaguez, trará a influência do Espírito Santo a cada área de sua vida. Você se submeterá ao controle do Espírito. Você se entregará a Ele de forma que sua vida seja dominada por Sua influência. Você voluntariamente se despirá do pecado  orgulhoso e alegremente vestirá a obediência humilde. Encher-se do Espírito Santo envolve trabalho continuado, gradual e progressivo da santificação através da qual o Espírito Santo capacita “cada vez mais morrer para o pecado e viver para a retidão”.
O enchimento do Espírito Santo não é o ato soberano e de uma vez por todas do batismo no Espírito Santo que inicialmente traz os pecadores a Cristo. O batismo no Espírito Santo dá um coração novo de carne, removendo o coração de pedra (Ezequiel 36: 26). (EBY, 2001, p.111).
Essas diferenças ainda existem no meio pentecostal, mas o nosso pentecostalismo surgiu declaradamente em 1906, desse período em diante teve início o movimento pentecostal como uma nova liturgia de culto. Pregação pentecostal, necessariamente não está baseada em o Pentecostes de Jerusalém, porque até agora não se viu um pregador como Pedro considerado como iletrado, mas que pregou cheio do Espírito Santo com toda a sabedoria do alto. Hoje tem muitos gritadores sensacionalistas, mas de fato temos pouquíssimos pregadores pentecostais de verdade, que pregam mensagens bíblicas de verdade, sem querer causar o sensacionalismo para que o suposto fogo caia sobre a igreja. Muitos pregadores estão pregando para agradar a Igreja e não a Cristo. Segundo o estilo desses pregadores, fogo envolve gritos e barulhos ensurdecedores, mas o fogo sobrenatural do Espírito Santo salva o pecador da condenação eterna, purifica, regenera e edifica sua vida, sem necessariamente haver sessão de gritaria, ou qualquer ação contrária ao bom senso. Igreja é lugar para adoração, edificação, meditação e reflexão para edificação das vidas em Cristo.
O culto pentecostal está repleto de manifestações verbais envolvidas com forte ênfase na questão emocional dos membros participantes, e o sermão em alguns casos não significa o ponto central do culto devido a falta de consideração para com o preparo da pregação, e a pregação, como já era de se esperar o improviso predomina na maioria das vezes.
Na opinião de Cesar; Shaull, quanto à pregação pentecostal diz:
Nem sei se pode falar de sermão num culto pentecostal, uma vez que toda a liturgia parece ter a mesma ênfase, a mesma força doutrinária e catequética. Na verdade, a palavra vai além do sermão, complementa-se nos demais atos do culto e significa mais do que exegese de um texto bíblico – muitas vezes apenas um pretexto para repisar o compromisso do dízimo, da evangelização ou de normas de condutas dos crentes. De toda maneira, a pregação é um ponto alto, cujo tema central é a luta contra o mal através da santificação pessoal. (CESAR; SHAULL, 1999, p. 72).
Quanto à correta definição de pregação. North comenta que: “A melhor definição de pregação foi dada por Phillips Brooks: “Pregação é a comunicação da verdade, do homem para os homens””. “Ela contém dois elementos essenciais – verdade e personalidade”.
“Esta definição revela muito com respeito à grandiosidade quase incompreensível da responsabilidade do pregador”. Tudo que for acrescido aos “oráculos de Deus”, não pode ser considerada como uma verdadeira pregação. A grande responsabilidade conferida ao pregador que tem por obrigação comunicar a mensagem da Palavra de Deus e não a sua. (NORTH, 2000, p.12).

Pregar não é somente expor os fatos relacionados com as Escrituras de forma aleatória, (improvisada) deve-se definir de antemão o que vai ser pregado. Robinson; Larson (2009, p. 26) nos fornece uma definição da exposição bíblica apresentando uma defesa da mesma. Segundo se explica as duas estão vinculadas entre si, e a “defesa da exposição bíblica deve ser achada em sua definição”. Tudo que o pregador tem a falar deve ser voltado a Bíblia. “Aqui, então, será a definição: Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado com tal fidelidade e sensibilidade que a voz de Deus seja ouvida e seu povo lhe obedeça”. Porém, esse conceito não se aplica a Pregação Pentecostal de Improviso, onde o pregador fala o que bem lhe interessar em suas divagações, sem se importar como o sentido exato do texto bíblico. (Expedito. Dissertação de Mestrado p. 72-75)

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