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quinta-feira, setembro 10, 2015

FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

EM BUSCA DE UMA FILOSOFIA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ PARA ENSINAR COM SABEDORIA
A filosofia da educação cristã lida com questões relacionadas a projetar uma estratégia educacional coesa baseado em pressupostos cristãos que efetivamente ajudam as pessoas dentro de um determinado contexto cultural a se tornarem mais parecidas com Jesus Cristo. Embora a tendência na educação cristã parece ser ou de fazer do jeito que sempre foi feito, ou fazê-lo de qualquer maneira que funcione, estas duas opções não podem ser sábias. A disciplina de filosofia pode acrescentar sabedoria para a prática da educação cristã. A palavra "filosofia" significa "amor à sabedoria." Paulo, resumindo, em seu propósito de vida, afirma o seu compromisso de educar com sabedoria na seguinte passagem: "a quem anunciamos, admoestando a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo homem perfeito em Jesus Cristo" (Colossenses 1:28). 
A fim de ensinar com sabedoria, os educadores cristãos devem basear seus métodos em bem pensados pressupostos filosóficos.
Filosofia não é nem opcional nem acadêmico. Pelo contrário, ela é natural e essencial para a educação cristã. Um fato importante, muitas vezes nos escapa como educadores: Todo mundo tem uma filosofia de educação. Se estivermos conscientes de sua presença, a filosofia é a companheira sempre presente do educador. Filosofia fornece os pressupostos e fundamentos da teoria, política e prática educacional. Quando os professores são convidados a explicar o "por que" de uma determinada ação ou método de ensino usado na sala de aula, eles começam a acessar o centro filosófico do seu paradigma educacional. 
Madalena Molochenco assinala a necessidade de uma fundamentação teórica: “A maneira como desenvolvemos a educação cristã hoje traz consigo uma teoria de aprendizagem implícita. Entretanto, ela não nos tem sido apresentada como teoria, mas sim como modo de fazer. Como educadores, o que sempre fazemos é executar e ensinar outros a executarem. Lemos bons manuais que contem informações preciosas. Fomos ensinados apenas a executar, sem pensar muito no por que. Na verdade, não sabemos identificar quais são os princípios da aprendizagem que estão presentes no modelo apresentado". Molochenco sinaliza com os fundamentos teóricos de Piaget “Os autores em geral concordam que a teoria de Piaget é uma das bases do ideal da construção do conhecimento... (p.53). Os fundamentos de Piaget trazem aos educadores cristãos muitas contribuições na área da psicologia educacional e do estudo da construção do conhecimento.. (p.59)”
Olga Nogueira, outra educadora cristã,  critica essa maneira de fazer educação cristã do jeito que sempre foi feita: "o trabalho educativo da igreja ou de alguma área, provoca uma grande ansiedade que faz com que alguns educadores se tornem pragmáticos. Só se considera válido o conhecimento que se possa colocar em prática e de preferência, imediatamente”. Olga também sinaliza para uma fundamentação teórica: "Na década de noventa a discussão girou em torno de mudança de paradigmas, pós-modernidade, globalização, etc”. O mundo estava mudando rapidamente e a igreja precisava estar preparada para se posicionar frente aos novos desafios. Nenhum manual poderia responder a complexidade da igreja no século XXI e muitos desses educadores formados se sentiram despreparados. A maioria não aprendeu a pesquisar, refletir e elaborar projetos para responder a realidade local.
Neste tempo de muitas mudanças, o currículo se tornou um grande desafio para muitas igrejas que decidiram selecionar a própria literatura. Hoje muitos pastores e educadores reconhecem que para elaborar o currículo, é preciso identificar as bases da educação que temos e em que bases queremos construir outro tipo de educação. “Em outras palavras, pensar currículo implica em conhecer filosofia de educação, as tendências pedagógicas e como elas se manifestam na prática educativa".
Julio Zabatiero,  semelhantemente,  endossa o coro e escrevendo sobre a busca de uma pedagogia de educação ele comenta: "O educador cristão precisa de uma boa pedagogia como instrumental teórico de seu ministério. A análise das atividades educacionais na igreja, em geral, demonstra que utilizamos uma pedagogia antiquada, incapaz de atingir os objetivos da educação cristã, basicamente uma cópia do tradicional modelo pedagógico escolar brasileiro que privilegia o intelecto e o teórico em detrimento do existencial e do concreto. É, ainda, uma pedagogia individualista e alienante, pois não capacita o aluno a viver comunitariamente nem a entender plenamente sua realidade para poder transformá-la. Nessa pedagogia, ensino e aprendizado são instâncias em separado – como se só o professor ensinasse e só o aluno aprendesse. A fim de superarmos essa tendência, é necessária uma nova concepção pedagógica". 
Zabatiero apresenta as ideias de Paulo Freire como propostas para renovação de nossa prática educacional.
Assim, a filosofia é eminentemente influente para a nossa tarefa educativa, mas a maior parte permanece despercebida ou não reconhecida. Quanto mais nós, como educadores estejamos conscientes de nossa filosofia de educação, melhor equipados estaremos para projetar, desenvolver uma educação sólida de acordo com uma filosofia que seja coerente com a fé cristã.


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