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terça-feira, março 08, 2016

PREGADOR DESPREPARADO


Mensagens improvisadas podem ocorrer ocasionalmente no ministério da Palavra para tratar questões triviais, complexas ou pertinentes ao momento, mas esse método não é apropriado para o ministério regular de ensino. “A terapia intravenosa é necessária, mas, somente em casos de emergências, mas ela jamais substituirá “uma dieta equilibrada””. (ROBINSON; LARSON, 2009, p. 744).
Knox comenta sobre o pregador despreparado e o caos que ele irá fazer a Igreja passar pela sua ineficiência: “Todos nós, alguma vez, já aguentamos o pregador que não se prepara para pregar”. Talvez esse pregador tenha em mente “não pensar de antemão o que deva dizer e que se deve depender completamente do Espírito, que dará, tanto a mensagem como as palavras apropriadas quando a hora chegar”. Reiterando, muitos usam esse texto citado por João 14. 26 de maneira incorreta, porque não se aplica a pregação de improviso, por ser realizada na hora. Seria absurdo o Espírito Santo apoiar esse tipo de pregador despreparado, para assumir o ministério da pregação da Palavra de Deus. “Mas, quer seja de um tipo ou de outro (sermão), sabemos bem como não é edificante o discurso de um pregador sem preparo prévio, especialmente se ele tiver que falar, domingo após domingo, para as mesmas pessoas”. (KNOX, 1964, p. 66,67).
Segundo Gonçalves (2003, p. 17) todo o pregador que não se prepara é como o aluno que não “fez sua lição de casa”, e todos percebem o seu despreparo. Quando esse pregador se põe a pregar fica evidente que suas ideias, os seus argumentos e o corpo do seu sermão são totalmente desestruturados. Infelizmente essa questão do improviso realmente se tornou um fenômeno entre os pentecostais, mas ainda dá tempo para resgatar a verdadeira pregação bíblica. “Eis a razão porque alguns começam, mas não sabem como concluir”. Os que só ministram a Palavra de improviso, demonstram não levar a sério o lugar que ocupa na obra de Deus. (Jr. 48: 10). O Espírito Santo não tem compromisso com esse tipo de pregador ocioso e irresponsável, Deus quer o melhor para o seu povo. É preciso se preparar para pregar!
Outro fator que merece a nossa atenção é a leitura feita em público, aparentemente, uma pessoa que lê em público tem menos dificuldades do que aquele que fala de improviso, ou seja, essa pessoa não usa papel ou anotações, a leitura do pregador é um dos elementos importantíssimos na hora da pregação. Uma leitura mal feita é algo desanimador, muitos chegam a pensar, se a leitura é ruim o que será da pregação. Precisamos analisar os elementos que envolvem a leitura e o improviso. Podemos notar que a grande maioria das pessoas que são convidadas para ler diante de um público sente enorme dificuldade. Ler bem é uma necessidade de quem lida sempre com um público, principalmente na Igreja. Uma leitura mal feita diante do público é algo desastroso, tira a beleza da leitura. Para isso é necessário um aprimoramento, ou seja, “um treinamento rigoroso”. (DUARTE, 1997, p. 107).
A falta de educação teológica tem demonstrado o despreparo de alguns pregadores, que tomam os púlpitos pentecostais, principalmente aos domingos à noite. Spurgeon foi categórico sobre essa questão do preparo do pregador, segundo ele o problema é: “A ignorância da teologia não é rara em nossos púlpitos, e o que causa espanto” é a quantidade de pregadores, que são “capazes de improvisar, mas que haja tantos quando são tão raros os teólogos. Jamais teremos grandes pregadores enquanto não tivermos grandes teólogos”. (SPURGEON, 1982, p. 192). (grifo meu).

Provavelmente as dificuldades virão, é possível que não tenhamos tempo para o estudo, mas meditar com profundidade na Bíblia ou estudar em bons livros sobre pregação não é coisa tão difícil, o problema do fenômeno do improviso nas práticas kerigmáticas no que se refere à pregação improvisada só terá fim se nós nos esforçamos pedindo graça e sabedoria a Deus, e agirmos com muita vontade para crescermos. 

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